quinta-feira, março 06, 2008

Musical Gótico

Baseado em um musical da Broadway, escrito por Stephen Sondheim e Hugh Wheeler, a partir de uma adaptação feita por Christopher Bond e agora dirigido por Tim Burton, responsável por obras memoráveis como A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça e Peixe Grande.
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet conta a estória de Benjamim Barker (Johnny Depp), um simples barbeiro, que é casado com Lucy (Laura Michelle Kelly) e tem uma filha chamada Johanna. Vítima da inveja do poderoso Juiz Turpin (Alan Rickman), ele é condenado injustamente e passa 15 anos atrás das grades em uma prisão na Australia. Ao retornar para Londres, ele descobre que sua esposa cometeu suicídio e sua filha vive como protegida do Juiz. Então, ele adota a alcunha de Sweeney Todd, e reencontra a Senhora Lovett (Helena Bohan Carter, mulher do diretor), dona de uma falida loja de tortas que ficava embaixo de sua antiga barbearia, ela passa a ser a sua cúmplice em executar seu plano de vingança. No andar de cima, Todd degola parte de seus clientes com suas navalhas afiadíssimas, os corpos caem em um alçapão e viram recheio de torta. Detalhe, as tortas acabam virando febre na cidade. Além dessa trama principal ainda há uma sub trama sobre o amor proibido entre o marinheiro Anthony Hope (Jamie Campbell Bower) e Johanna (Jayne Wisener), que vive enclausurada em casa, pois é o objeto de desejo do Juiz Turpin. Tudo isso é contado com muita cantoria, por isso se você não for fã de musicais, passe longe desse filme. O final da saga do barbeiro assasino acaba de forma surpreendente, o que torna a fita ainda mais atraente.
Outro ponto imperdível é o Design de Produção, que teve o reconhecimento da academia esse ano, que premiou o italiano Dante Ferreti com o Oscar. A ambientação de Londres no século 19, suja e sombria chama atenção e encanta os olhos, além disso, a produção é impregnada com o estilo gótico e o humor negro característicos do diretor. Da maquiagem pálida aos cabelos desgrenhados dos personagens, é o estilo Burton, presente desde os créditos iniciais ao final do filme, o que torna seus trabalhos inconfundíveis e imperdíveis.