quarta-feira, abril 26, 2006

Evolução em Todos os Sentidos.


Me recuso a chamar “Underworld” de “Anjos da Noite”. Nunca ouvi falar que lobisomens e vampiros fossem anjos.
O primeiro filme chamou atenção pela estória inteligente, meio quadrinhos e RPG, onde uma guerra secular entre vampiros e lobisomens acontece sem o conhecimento da humanidade, além da modernização, a junção de dois personagens míticos que há séculos assombram a humanidade, lembro que por impasse das distribuidoras brasileiras, o primeiro capítulo chegou bem atrasado ao Brasil, mais de um ano, se não me engano, mesmo tendo sido um dos grandes sucessos do ano lá fora, além de já ter sido lançado em DVD com direito até a uma “Edição do Diretor”, que nunca chegou por aqui.
O segundo capitulo da saga, demorou menos a estrear por aqui, ganhou o merecido título de “A Evolução”, com direito a um orçamento bem maior, efeitos especiais superiores, o diretor Les Wiseman (marido de Kate Backinsale), que também é o autor do roteiro, retorna sua saga exatamente onde parou no primeiro filme, mas não sem antes refrescar a memória do expectador para os acontecimentos anteriores e mostrar a origem do conflito entre as duas raças, um recuso interessante para quem não viu o primeiro filme.
Selene (a bela Kate Backinsale) e Michael (Scott Speedman), o lobisomem/vampiro do primeiro filme se empenham para descobrir a verdade sobre o conflito milenar e o porque o passado da família de Selene se mistura com o conflito.
Marcus (Tom Curran), o último dos vampiros anciãos acorda de sua hibernação ao beber o sangue de um “Lycan” (ou lobisomem se preferir), transformando-se em híbrido, meio vampiro, meio lobisomem, passa a perseguir Selene e Michael, mas ele não é o único, Alexander Corvinus (Derek Jacobi), um rico imortal e pai de Marcus, também está no encalço da dupla, o vampiro pretende descobrir o local onde seu irmão William, o lobisomem original que está aprisionado, já o imortal pretende impedir que isso aconteça pois sabe o dano que isso pode causar a humanidade.
Agora é esperar pela terceira parte, que já foi anunciada e deve ser lançada daqui a uns dois ou três anos e promete muito.

Pra Chorar De Tanto Rir!

"Todo Mundo Em Pânico" fez história e continua fazendo já está no 4 e o 5 já está em pre-produção, o primeiro filme conseguiu revitalizar um gênero esquecido nos anos 80, as comédias debochadas ou sátiras que parodiavam os filmes da época, vide os ótimos Top Gang 1 e 2, que ainda hoje provocam boas risadas.
Depois de vitimarem os filmes de terror adolescente, agora a bola da vez são as comédias românticas, gênero ignorado por alguns, mas mesmo com toda sua sacarina, ainda agrada muito, a uma grande parte do público, não há nada melhor que uma comediazinha água com açucar pra relaxar, atire a primeira pedra quem nunca achou legalzinho quando o casal fica junto no final.
O próprio título do filme "Uma Comédia Nada Romântica, já avisa logo a que veio. Nessa nova diagamos assim, empreitada, ninguém do gênero foi polpado: "O Amor é Cego", "Casamento Grego", "Entrando Numa Fria", "O Casamento dos Meus Sonhos", "O Diário de Bridget Jones" e "Hitch – Conselheiro Amoroso", nem mesmo os "clássicos" do gênero escaparam, os longinquos "Uma Linda Mulher" e "Harry & Sally - Feitos Um Para o Outro" (aquele da famosa cena em que Meg Ryan finge um orgasmo na mesa de um restaurante), em piadas totalmente aquem a estória, a salada é tão grande que ainda inclui outros filmes que não são comédias românticas, mas mesmo assim fora sacaneados: "Kill Bill", a comédia de ação "Sr. e Sra. Smith", destaque também para o recente "King Kong", onde Carmen Electra, que está se tornando a rainha das pontas no gênero, é esmagada pelo símio e para uma outra cena em que Michael Jackson é espancado pr uma mãe enfurecida.
Vamos ao enredo, Julia Jones (Alyson Hannigan, a ruiva com a flauta de American Pie), acima do peso e nem um pouco atraente procura Hitch, um anão conselheiro amoroso especializado em juntar celebridades, para dar um jeito em sua vida sentimental, então depois disso ela passa por uma "recauchutagem" numa oficina mecânica (!) e se torna atraente e vai buscar um pretendente em um reality show.
Não como negar que mesmo com toda grosseria nesse tipo de humor que há uma ponta de inteligência e que rende boas gargalhadas com suas situações constrangedoras, palavrões e piadas que fazem corar os mais conservadores.

quinta-feira, abril 20, 2006

Bizarramente Interessante.


Há tempos eu procurava esse livro, então num belo dia encontrei-o em um sebo na internet, em uma edição que fazia parte de uma coleção de livros do Estadão (porque será que essas coisas nunca chegam aqui?). Tinha ouvido vários comentários de que era muito bom, além de estar sendo adaptado para o cinema, já vi um teaser bem interessante e o filme deve chegar as telas ainda esse ano.
"O Perfume" do autor alemão Patrick Süskind foi publicado em 1985 e foi primeiro lugar por várias semanas na lista dos mais vendidos nos países que foi lançado, o mesmo conta a “saga” de Jean-Baptiste Grenouille, filho de uma feirante, ele nasce em um dos lugares mais fétidos de Paris, e para espanto da mãe, não exalava cheiro algum, o que o levou a ser considerado filho do demônio, sendo despachado para um orfanato após o outro, pois ninguém o queria por perto, só que em compensação ele tinha o olfato mais apurado do mundo, podia sentir um cheiro a quilômetros, ele cresce e depois de sofrer muito trabalhando em curtume, consegue ser aprendiz de um perfumista que se impressiona com a sua facilidade em criar novas fragrâncias e vê nele uma mina de ouro, mas Grenouille está à procura da fragrância perfeita, um perfume que provoque um profundo amor nos homens, nem que para isso seja preciso matar.
O livro tem um ritmo ágil, como todo bom livro, as surpresas surgem a cada página, as personagens são complexas e interessantes, principalmente o principal, não se sabe o que sentir sobre ele, pena, raiva, asco, além de um final surpreendente.


And So It Is...


O mercado fonogáfico brasileiro é mesmo engraçado, esse disco foi lançado em 2003, tinha tudo pra fazer sucesso por aqui, só veio a acontecer devido ao sucesso do filme Closer - Perto Demais, a música em questão é "The Blower´s Daugther" que toca no início e no final do filme.
Agora parece que "poupularizou" de vez, a Simone já fez uma versão chamada "Então Me Diz" (nada haver), já com a Ana Carolina ficou "É Isso Aí", e agora a versão original foi parar na trilha sonora da novela Belíssima
Damien Rice é irlandês, tem um estilo bem alternativo e é sucesso em toda Europa. O CD não é daqueles que você compra só por uma música, as outras 9 faixas são perfeitas, concordo que a capa não é das mais bonitas, mas não se deve julgar um livro, nesse caso um disco pela capa. "O" tem uma sonoridade delicada, acústica de violões e violoncellos, voz e letras marcantes, uma mistura bem dosada de Jazz e Folk o que torna o disco tão agradável de se ouvir, destaque para "Volcano", "Delicate" "Cannobal" (que já foram trilha de vários filmes) e para a furiosa "I Remember".
Pelo menos com essa "popularização" pode ser que a gravadora se esforce em lançar os futuros trabalhos por aqui.

quarta-feira, abril 19, 2006

Bobagem!


Não é de hoje que semelhanças absurdas acontecem entre os desenhos da Disney e da Dreamworks, vide "Formiguinhaz" e "Vida de inseto", lançados com pouco tempo de diferença com um mote parecido mas com histórias um pouco diferentes. Depois veio o fraquinho "O espanta tubarões" e "Procurando Nemo", ambos se passam no fundo do mar. Coincidência? Duvido, eu apostaria em espionagem.
E esse "Selvagem" então, as semelhanças com "Madagascar" são gritantes, animais no zoo do Central Park que embarcam numa jornada pra resgatar um deles que foi mandado para a selva, sendo que em termos de história, "Madagascar" dá de dez a zero nesse "Selvagem".
O filme tinha tudo pra ser legal, uma animação perfeita, bons personagens, mas tudo isso é mal explorado, o argumento não empolga e olhe que foi escrito por quatro pessoas, as piadas não tem graças e soam fora de hora, enfim um tédio, mas se quiser arriscar a estória é a seguinte:
O leão Sansão é a atração do Zoo do Central Park (Alex, o leão de Madagascar também), tem um filhote chamado Ryan que não consegue rugir, deixando o leãozinho constrangido e tornando-o motivo de piada, entre as pessoas e os animais, então Ryan foge e entra em um container que será levado a um país distante (a zebra de Madagascar também fez isso), então o pai tenta a todo custo encontrar o filho, com a ajuda dos outros animais, Benny um esquilo (apaixonado pela girafa), Bridget uma girafa, Larry uma sucuri burra e Nigel um coala sarcástico (que é o responsável pelas poucas piadas que funcionam).
O filme tem uma pequena melhora perto do final quando aparecem outros personagens como os camaleões e os "vilões" do filme são apresentados, os Gnus que além de serem dançarinos, se uniram e não aceitam mais estar no topo da cadeia alimentar e para isso precisam comer um leão para se tornarem carnivoros.
A compra da Pixar foi bem oportuna, já que sem a mesma a Disney amargava um fracasso após o outro, agora resta esperar por "Carros" que promete ser outro sucesso.

terça-feira, abril 11, 2006

Excelente e Ponto Final!

Nunca fui fã de Woody Allen, vi alguns de seus filmes e confesso que detestei, principalmente "Melinda & Melinda" que deveria ser um misto de drama e comédia que acaba se tornando uma tremenda chatice.
Fui ver Match Point com um pé atrás, desconfiado mesmo, o elenco (que elenco) tinha me chamado atenção e já havia lido boas críticas (não que eu me baseie por elas), e a falta de opção de filmes em cartaz acabou me fazendo conferir e não é que valeu a pena.
Parece que a mudança de ares fez muito bem ao diretor, Allen trocou a sua querida Manhattan por Londres, tudo culpa dos incentivos fiscais e o capital londrino investidos na produção.
A estória gira em torno de Chris (Jonhnatan Rhys-Meyers), um irlandês de origem humilde, ex jogador de tênis que agora dá aulas em um clube para milhonários, lá ele conhece o playboyTom Hewett (Matthew Goode) e logo tornam-se amigos, Tom lhe apresenta sua irmã Chloe (a ótima Emily Mortimer), que depois de programas culturais com o rapaz acaba se envolvendo, mas aí Chris conhece Nola (a bela Scarlett Johansson) noiva de Tom e a atração é instantânea. Não demora muito para que Chris vá ganhando a confiança da familia Hewett, ganha um alto cargo na empresa da familia e acaba se casando com Chloe, mas sem nunca tirar Nola da cabeça, chegando a arriscar sua posição e sua situação fincanceira por esse affair.
O filme é tão interessante e envolvente que os 124 minutos de projeção nem são sentidos, e o final é tão supreendente que deixa o espectador com os nervos à flor da pele pra saber como isso tudo vai terminar. Diversão de primeira!