sexta-feira, agosto 07, 2009

O Retorno

Dirigido por Anne Fletcher (Vestida pra casar), A Proposta marca o retorno de Sandra Bullock às comedias românticas. Afastada das telas desde o fiasco de Miss Simpatia 2. A atriz parece ter feito as pazes com o sucesso, pois somente no seu primeiro fim de semana, arrecadou 34 Milhões de dólares. A maior abertura de sua carreira até agora.

A Proposta conta a estória de Margareth (Sandra Bullock), uma executiva impiedosa, um verdadeiro terror para os subordinados. Quando abre a porta do elevador e ela aparece, esses vão dando um jeito de sumir do seu ângulo de visão. A comparação com O Diabo Veste Prada é inevitável, mas ao invés de uma revista, o filme se passa em uma editora de livros.

Quem mais sofre em suas unhas é Andrew (Ryan Reynolds), seu secretário pessoal, que praticamente vive para o trabalho e não tem tempo para mais nada. Durante uma reunião Margareth descobre que seu visto expirou (ela é Canadense) e para não ser deportada, sua única saída é convencer Andrew a casar com ela. Em troca ela terá uma promoção e a publicação de seu livro. Margareth então cai de pára-quedas na vida de Andrew que a leva pra conhecer sua família

A Proposta é uma comédia acima da média. A primeira metade do roteiro consegue arrancar boas risadas, com suas situação inusitadas, envolvendo na maior parte a família do noivo. Já a segunda metade se rende à velha forma água com açúcar de 99% das comédias românticas, o que não a deixa menos divertida, apenas um tanto previsível. E Sandra Bullock com seus 45 anos está mais linda que nunca. Arriscando até mostrar o corpo escultural numa cena, digamos assim, mais ousada. Não é pra qualquer uma.

Clique aqui para assistir ao trailer (legendado)

quinta-feira, maio 14, 2009

As Origens de um Herói


Wolverine sempre foi o personagem mais popular da equipe X-Men, mesmo com seu jeito bronco e irônico de ser, sem falar no carisma de Hugh Jackman que encarna tão bem o personagem no cinema. Então, como a franquia parece ter terminando (pelo menos por enquanto) no cinema com o fraco X-Men - O Confronto Final, o estúdio agora aposta em prequels ou filmes de origens mostram o que aconteceu antes dos outros filmes da série e inclusive mostra alguns personagens na adolescência.

Dirigido pelo Sul Africano Gavin Hood, o filme inicia em 1845 no Canadá, mostrando rapidamente a infância do personagem que se chama James Logan (Troye Sivan) e a tragédia familiar contribuiu para moldar a personalidade do herói. Também somos apresentados a Victor Creed (Michael-James Olsen), seu amigo de infância que também possui poderes mutantes então com o passar do tempo, eles enfrentam juntos a Primeira Guerra Mundial, dentre outras guerras que são apresentados durante os créditos.

Recrutado pelo General William Striker (Danny Huston) ele passa a integrar um grupo paramilitar formado por outros mutantes, dentre eles Victor (Liev Schreiber) que realizam massacres mundo a fora, então cansado de tantos conflitos. Logan (Hugh Jackman) passa a viver isolado nas montanhas canadenses ao lado de Kayla (Lynn Collins), trabalhando como lenhador. Mas a tanquilidade dura pouco, pois Victor volta para tirar o herói do exílio e esses eventos fazem com que ele se submeta aos testes com um metal raro chamado adamantinum e passe a responder pela alcunha de Wolverine.

O filme é muito divertido, possui bons efeitos especiais e as cenas de ação empolgam, apesar da violência discreta, isso tudo porá não ter uma censura muito alta. Uma cópia incompleta, sem os efeitos terminados vazou na internet algumas semanas antes do lançamento e o fato rendeu numa série de investigações, mesmo assim não parece ter atrapalhado o desempenho do filme nas bilheterias que somente no primeiro fim de semana rendeu mais de 87 Milhões de Doláres.

A rentável bilheteria já garantiu que teremos mais um filme com Wolverine em breve e, além disso, estão previstos para os próximos anos mais dois longas de origens um com Magneto e outro com o mercenário falador Deadpool, interpretado por Ryan Reynolds. Fique atento, pois ao final dos créditos (se você tiver paciência) há uma curtíssima cena surpresa que pode ser sobre Deadpool ou sobre a continuação de Wolverine.

quinta-feira, abril 30, 2009

Um Vencedor

Quem quer ser um milionário? é um filme vencedor em todos os sentidos, não só pelos prêmios conquistados absolutamente merecidos. Quem imaginaria que um filme em parte financiado pela Inglaterra, totalmente rodado na Índia, sem nenhum astro, com um orçamento modesto faria tanto barulho e abocanharia 8 Oscars, dentre esses os mais importantes da noite: Melhor Filme e Melhor Diretor, Fotografia. O motivo é muito simples que agrada todos os tipos de público, além de conciliar drama, entretenimento, crítica social e muita qualidade técnica.

Baseado no livro Sua Resposta Vale Um Bilhão do indiano Vikas Swarup e dirigido pelo Inglês Danny Boyle, conhecidos por outros filmes pequenos, porém excelentes como Trainspotting - Sem Limites e Cova Rasa. Jamal (Dev Patel), ele ganhou o programa de TV que dá nome ao filme, então ele é preso sob acusação de fraudar o programa e brutalmente torturado sob alegação de que um favelado não se torna um milionário da noite para o dia, afinal trata-se de um país extremamente preconceituoso.

Então através de ângulos ousados e cortes súbitos somos apresentados através de flashbacks conhecemos sua estória e outras coisas fundamentais para compreender porque ele ganhou o prêmio. A ação se inicia ao mostrar a infância sofrida nas favelas de Mumbai (antiga Bombaim) ao lado do irmão Salim e vai até os dias atuais.

Após verem a Mãe ser assinada por uma gangue de fanáticos religiosos, os dois fogem. E durante a jornada encontram exploradores de crianças, mafiosos, tragédias, traições, paixão. Tudo isso misturado com tensão, humor e uma trilha sonora deliciosa e um ápice que com muita música e dança homenageia a Bollywood, a indústria de cinema indiana. Sem dúvida, um dos melhores filmes do ano.

Clique aqui para assistir ao trailer. (Legendado)

Clique aqui e assista a um clipe da canção vencedora do Oscar: Jai Ho.

quarta-feira, abril 15, 2009

Profecias Numéricas

Dirigido por Alex Proyas, longe das telas desde que dirigiu Eu, Robô. Presságio é mais um filme catástrofe, com bons efeitos especiais, uma trama calcada na ciência, na numerologia e com uma boa ajuda do sobrenatural. A trama começa em 1959, quando as crianças de uma escola recém inaugurada fazem desenhos de como eles vêem o futuro para serem colocados numa cápsula do tempo, que será aberta após 50 anos. Costume muito popular entre os americanos.

Lucinda Embry (Lara Robinson), uma garotinha introvertida e estranha que ouve sussuros o tempo todo. Ao invés de desenhos a garota põe no papel uma sequência de números, aparentemente aleatórios. 50 anos depois, o pequeno Caleb (Chandler Canterbury), que estuda na mesma escola acaba recebendo a mensagem numérica quando a cápsula é aberta. O pai, que é professor de astrofísica John Koestler (Nicolas Cage) acaba encontrando o papel e tenta decifrar a mensagem.

Ele então percebe, que os números são profecias, com datas de grandes desastres que já aconteceram como o ataque terrorista ao World Trade Center e a Tsunami na Indonésia, incluindo até o número de vitimas de cada uma das tragédias. E como já era esperado, a sequência numérica aponta pra novos desastres que estão por vir e cabe a John tentar descobrir onde ocorrerão e avisar a população do perigo eminente.

Presságio é um filme eficiente, conta com bons efeitos especiais e a trama equilibrada entre suspense e ficção cientifica consegue manter o espectador apreensivo e envolvido até seus minutos finais. Destaque também para a eficiente trilha sonora de Marco Beltrami que contribui muito para esse envolvimento.

terça-feira, março 24, 2009

Cinco DVD´s Imperdíveis

Com tantas novidades chegando as locadoras, estou destacando cinco lançamentos imperdíveis que podem salvar o seu fim de semana ou feriado do tédio. Lembrando que não é um ranking, são apenas dicas e clicando nos títulos vocês poderão assistir aos trailer (a maioria legendados). Espero que gostem e bons filmes.
Vicky Cristina Barcelona – Nova e deliciosa comédia européia de Woody Allen, depois de Londres, o diretor muda de ares novamente e vai a Barcelona. A estória gira em torno de duas amigas americanas, a conservadora Vicky (Rebecca Hall) e a atirada Cristina (Scarlett Johansson, a musa do cineasta).
As duas vão a Barcelona passar as férias de verão e acabam se envolvendo com o artista plástico Juan Antonio (Javier Barden), o que elas não contavam é que a problemática e insana ex mulher Maria Helena (Penelope Cruz, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel), não está preparada para desistir do ex-marido. Destaque para as belas paisagens da capital Espanhola e para a maravilhosa trilha composta por música flamenca.

A Duquesa – Baseada em uma estória real passada no século 18, essa caprichada produção inglesa a vida de Georgiana Spencer (Keira Knightley) - a Duquesa de Devonshire, ela aceita a proposta de casamento do Duque (Ralph Fieness) sem conhecê-lo muito bem. Após o casamento, o marido revela-se frio e distante. Dando mais atenção aos cães que a própria esposa. O único objetivo é que a Duquesa lhe dê um herdeiro masculino, nem que seja a força. A partir daí vão surgindo as tradicionais traições e desilusões de um bom drama de época. Giorgiana era parenta direta de Lady Diana, que assim como a antepassada era amada pela sociedade e odiada pelo marido. Destaque para os extras, dentre eles um extenso Making Of e documentários sobre a personagem e sobre os figurinos, ganhadores do Oscar deste ano.

The Fall – Dublê de Anjo – Ignore e não se engane com o ridículo e sem sentido título nacional de The Fall, ou A Queda em uma livre tradução. Dirigido, roteirizado e produzido pelo indiano Tarsem, diretor de vídeo clipes que já havia dirigido o também surreal A Cela. Essa fantasia com um visual deslumbrante filmada em 18 países. A produção independente teve o aval de diretores de peso como David Fincher e Spike Jonze e conta de Alexandria (Catinca Untaru), uma garotinha internada em um hospital que faz amizade com Roy (Lee Pace, da série recém cancelada Pushing Daisies), um paciente acidentado que encontra-se imobilizado. Ele lhe conta uma história sobre um fora da lei mascarado e faz com que a imaginação da garota ganhe asas e passeie por terras distantes e diferentes dominadas pelo Governador Odioso.

O Inquilino – Baseado no mesmo livro que Alfred Hitchcock se baseou para filmar o clássico O Locatário, este modesto e eficiente suspense conta a estória de um detetive de West Hollywood (Alfred Molina), ele investiga um serial killer que tem assasinado prostitutas. As investigações indicam que o matador tem imitado os crimes do século 19, cometidos por Jack, O Estripador, além disso acompanhamos a estória de uma dona de casa (Hope Davis) que aluga a casa nos fundos de sua propriedade para um escritor. O filme tem um clima contagiante, que desperta a atenção e faz o espectador pensar e achar que sabe como o filme vai acabar, mas o final surpreende.

Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada – Outra vítima inocente dos bizarros títulos nacionais, essa simpática comédia romântica estrelada por Steve Carrel, em um papel mais sério. Ele vive Dan Burns, um viúvo pai de três filhas que escreve uma coluna sobre comportamento para um jornal. Durante uma reunião de família em sua cidade natal, ele conhece e se apaixona Marie (a bela Juliette Binoche) durante um encontro causal em uma livraria, mais tarde ele descobre que ela é namorada do Irmão (Dane Cook). Leve e divertido, é uma boa opção pra quem gosta de uma boa comédia romântica.

sábado, fevereiro 28, 2009

Who Watch The Watchmen?

Baseado na Graphic Novel Watchmen, dividida em 12 edições e lançada em 1987 escrita por Alan Moore e ilustrada por David Gibbons. Desacreditada pela editora DC Comics na época, a série surpreendeu, tornou-se Cult e até hoje conquista novos admiradores. A direção da adapatação dos quadrinhos para o cinema deu-se pelas mãos do Zack Snyder, fã confesso, que tinha adaptado com sucesso “300” de Frank Miller.
O projeto rodava por Hollywood desde os anos 90 e quase saiu do papel pelas mãos de Paul Greengras. E recentemente a produção correu o risco de não estrear, pois a Fox se dizia dona dos direitos e exigia uma participação nos lucros, depois de muita especulação, um acordo foi feito entre os dois estúdios.

Muitos julgavam a obra impossível de ser adaptada para as telas devido a complexidade da estória e o conteúdo adulto da revista (violência, nudez e sexo). Mas o diretor provou não só que é possível, como entregou uma adaptação extremamente fiel, ousada e violenta. Apenas com uma leve alteração do final, o que deve desagradar os fãs mais conservadores, mas a mensagem foi mantida. E é isso que realmente importa.

A estória se passa em meados da década de 80, os EUA vivem numa espécie de realidade alternativa, em meio a Guerra Fria, a tensão de um ataque nuclear da União Soviética é constante; e Richard Nixon é eleito o presidente da nação pela terceira vez consecutiva. Em meio aos conflitos presenciamos o violento assassinato de Edward Blake (Jeffrey Dean Morgan), mais conhecido por Comediante. Blake era um dos Minutemen, um grupo de pessoas comuns que combatiam o crime fantasiadas e que foi formado nos anos 40.

A segunda geração desses combatentes foi batizada de Watchmen e atuou nas ruas até 1977, quando foi criada a lei Keene, que tornava ilegal a atividade de justiceiros mascarados. O assasinato do Comediante faz com que os componentes tirem suas fantasias do armário e voltem a se reunir e descobrir quem está por trás do crime.

A equipe é formada por Dr. Manhattan (Billy Crudup), o único do grupo que tem poderes, pois foi vítima de um acidente nuclear e se tornou azul, luminoso e além disso anda completamente nu. Coruja (Patrick Wilson), um inventor e de Laurie (Malin Akerman), filha de Sally Jupiter (Carla Gugino), uma das antigas componentes do Minutemen. Já Rorschach (Jackie Earle Haley), é uma espécie de detetive, violento e linha dura, usa uma mascara com manchas independentes que se movem e com certeza é o personagens mais fascinante da obra e Ozymandias (Matthew Goode), o homem mais inteligente do mundo.

Um dos aspectos mais fascinantes de Watchmen é a complexidade dos personagens, que são Anti-Heróis, cada um deles tem seus defeitos, e esses são esmiuçados através de flashbacks, apesar de tudo são apenas humanos fantasiados. O excesso de diálogos e a longa duração (2h e 40 min.), pode decepcionar aos que não são habituados a ler quadrinhos, principalmente os que buscam as adaptações cheias de ação com muitos efeitos especiais, aos quais o grande público está acostumado.

A versão do Diretor que será lançada em DVD ainda contará com mais de uma hora de cenas inéditas, e deverá englobar pequenas sub tramas que ficaram fora da adaptação. Além disso, em abril será lançado em DVD, o longa animado Contos do Cargueiro Negro, uma HQ que é lida pelos personagens.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

De Encher Os Olhos


Dirigido por Henry Sellick, diretor do cultuado O Estranho Mundo de Jack (1993), Coraline e o Mundo Secreto é uma adaptação para as telas do romance juvenil homônimo escrito por Neil Gaiman. Todo produzido em stop motion, ou seja, os bonecos são animados de forma artesanal quadro a quadro, o filme demorou dois anos para ser produzido e o resultado impressiona e enche os olhos dos espectadores de todas as idades.

A animação conta a estória de Coraline (nunca a chame de Caroline), ela acaba de se mudar com os pais para o Condomínio Mansão Rosa, como é filha única, ela tenta chamar a atenção dos pais a todo momento, mas estes só ligam para o trabalho. Então, por sugestão do Pai, ela passa a explorar todos os cômodos da casa que tem mais de 100 anos e visitar os excêntricos vizinhos: Spink e Forcible, duas velhas atrizes de teatro aposentadas que moram abaixo, seus três cachorros e o Senhor Bobinsky, que mora no andar de cima, um artista circense que treina camundongos saltitantes. Ela também conhece Wybie, um garoto da sua idade, neto da dona da casa e um estranho gato preto.

Em uma de suas explorações ela descobre por trás do papel de parede uma pequena porta com fechadura, mas ao abri-la não há nada, apenas tijolos. Mas quando seu amigo a presenteia com uma boneca que parece muito com ela, a portinhola se abre e a leva uma espécie de realidade alternativa, onde tudo é igual à sua casa, mas sem as chateações do mundo onde vive. Há outra Mãe e outro Pai que fazem todas as suas vontades, mas com um detalhe curioso, eles têm botões no lugar dos olhos.

Caroline lembra bastante o ótimo A Noiva Cadáver de Tim Burton e o clássico Alice no País das Maravilhas, inclusive traz vários trechos que parecem homenagear o livro de Lewis Carol, tais como um mondo paralelo mágico, aparentemente agradável, mas cheio de perigos com uma rainha malvada, dentre outras referências. O visual sombrio e alguns momentos mais assustadores e cheios de suspense podem assustar os mais novinhos, mas não há dúvidas que o longa agrada tanto a crianças como adultos.

Grandioso


Dirigido pelo australiano Baz Luhrmann realizador de pérolas como Mouling Rouge e a versão moderna de Romeu e Julieta. Estrelado pelos também australianos Nicole Kidman e Hugh Jackman, Austrália é um belo filme, repleto de paisagens belíssimas, grandioso em todos os sentidos, a fita segue a cartilha estética das antigas grandes produções como “E o Vento Levou” de 1939, não por acaso o filme também se passa nesse ano.

Com um orçamento gigantesco de quase 150 Milhões, um roteiro que enfoca conflitos rurais e guerra, longas filmagens (nove meses), além da grande duração (165 Min.), mas com uma diferença sem os cenários gigantescos de encher os olhos que são substituídos pela eficiente computação gráfica, os americanos não entraram no clima e o longa foi um dos grandes fracassos financeiros da temporada.

O filme é narrado por Nullah (o estreante Brandon Walters), um garoto aborígene que conta a estória de Lady Ashley, uma Nicole Kidman, um tanto caricata mas que vai melhorando com o desenrolar da estória. Ela interpreta uma aristocrata inglesa que vai ao encontro do marido no norte da Austrália, mas ao chegar descobre que ele foi assassinado. E acaba herdando a fazenda falida e duas mil cabeças de gado que precisam ser vendidas. Pra não perder a fazenda, ela recorre ao rude Capataz (Hugh Jackman, fazendo a mulherada suspirar), não preciso dizer que após a antipátia inicial surge um romance.

Austrália é uma boa pedida pra quem gosta de um épico bem realizado, que mistura romance, drama, guerra e um pouco de comédia. Além disso, pode-se aprender um pouco mais da cultura do país dos cangurus. O filme também aborda o misticismo do povo aborígene e o famoso caso das Gerações Perdidas, em que os garotos eram arrancados das tribos para serem “educados e civilizados” pela igreja. O longa teve apenas uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Figurino, mas Hugh Jackman será o apresentado da cerimônia esse ano.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Excelente

Baseado em um conto do escritor norte americano F. Scott Fitzgerald, escrito em 1922 e dirigido por David Fincher, em sua terceira colaboração com Brad Pitt, ele já o havia dirigido nos controversos Seven - Os Sete Crimes Capitais (1995) e Clube da Luta (1997). O Curioso Caso de Benjamim Button é o campeão de indicação ao Oscar deste ano, merecidamente indicado a 13 categorias. que vão desde as mais principais como: Melhor Filme, Ator, Diretor, Atriz Coadjuvante, Roteiro Adaptado até as técnicas como: Maquiagem, Fotografia, Montagem, Efeitos Sonoros e Efeitos Visuais, dentre outras.

O filme narra em tom de fábula o nascimento incomum do personagem durante o final da Primeira Guerra Mundial, em 11 de novembro de 1918. Ele nasce com à beira da morte com a aparência de velho, perde a Mãe no parto e o Pai, Thomas Button (Jason Flemyng), assustado com a aparência do filho, deixa o bebê na porta de um asilo. Logo o bebê é acolhido por Queenie (Taraji P. Henson, indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante), o mais curioso é que o personagem possui todas as limitações da velhice e vai rejuvenescendo com o passar dos anos, uma inversão do ciclo da vida.

O espectador acompanha o desenrolar da estória através da leitura do diário do protagonista por Caroline (Julia Ormond), filha de Daisy (a sempre ótima Cate Blanchett) grande amor do protagonista. Ela lê para a Mãe que se encontra no leito de morte. Dessa forma ela relembra os acontecimentos vividos ao lado de Benjamim (Brad Pitt, indicado ao Oscar de Melhor Ator), enquanto isso o Furacão Katrina ameaça destruir Nova Orleans. O que dá um pouco mais de realidade ao roteiro que também tem outro fato histórico pontuando seu início.

Alguns expectadores podem compará-lo a Forest Gump, apesar de serem estórias totalmente distintos, tem pontos em comum como o mesmo roteirista, Eric Roth, e uma estrutura semelhante, que dosa harmoniosamente drama, humor e aventura. O Curioso Caso de Benjamim Button é um filme belíssimo, marcado por excelentes atuações, caprichados efeitos especiais e de maquiagem, bela fotografia, trilha sonora envolvente e nem mesmo a longa duração (166 Minutos) cansa o expectador, o envolvimento é tão grande que os minutos passam voando.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Continuação Decepcionante


Se Eu Fosse Você foi merecidamente o filme brasileiro mais visto em 2006, levou mais de três milhões de brasileiros ao cinema, motivo mais que justo para merecer uma segunda parte. Em quase um mês de exibição a continuação ameaça superar com folga esse número. O filme conta com a mesma equipe, os mesmos atores, a repetição é tanta que parece que parece que ainda estamos no primeiro filme, mas sem graça nenhuma pois as piadas requentadas não fazem rir.

Tony Ramos e Glória Pires revivem Cláudio e Helena, o casal que inexplicavelmente trocam de corpos. Aqui eles estão à beira do divorcio e pra completar descobrem que a filha adolescente, Bia (a insossa Isabela Drummond) está grávida do namorado. Some a trama fraquinha, mais as piadas recauchutadas da troca de corpos sem explicação e ainda as participações esquecíveis de Cássio Gabus Mendes, Chico Anísio e Viviane Pasmanter e o resultado são uma meia dúzia de risos amarelos e bocejos ao longo da projeção.

E para completar espere a terceira parte, pois o final deixa uma ponta escancarada e já prepara o espectador para a próxima continuação. Quem sabe dessa vez mais com um roteiro mais inspirado e divertido. E se você quiser ver algo realmente divertido, passe na locadora e alugue o primeiro filme.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Cinco Comédias Imperdíveis



Com a chegada das férias, selecionei algumas dicas de comédias deliciosas. Lembrando que não é um ranking e para ver os trailer basta clicar nos títulos (alguns estão sem legendas). Boas risadas!

Trovão Tropical – Dirigido e estrelado por Ben Stiller, essa comédia é uma sátira mordaz aos filmes de guerra, alternando momentos cômicos com ação, explosões e outros elementos de um filme de ação que se preze. Além disso, tira um baita sarro da indústria hollyowdiana pois a estória se passa durante a gravação de um filme cheio de problemas que vão de orçamento estourado a ataques de estrelismo. Destaque para o elenco que ainda inclui Robert Downey Jr., Jack Black e uma participação hilária e irreconhecível de Tom Cruise.

Uma Mãe Para o Meu Bebê – Protagonizada por Amy Poehler e Tina Fey, veteranas do programa Saturday Night Live. Essa comédia conta a estória de Kate (Tina), uma mulher bem sucedida que se sente incompleta por não ter um filho. Então, depois de descobrir que é infértil, recorre aos serviços de uma mãe de aluguel. Muita confusão, boas risadas e muitas surpresas dão o tom dessa comédia deliciosa.

Território Virgem – Baseada em alguns trechos da obra Decameron de Giovanni Boccaccio, muito conhecida pelo seu conteúdo erótico. A trama passada no século 14 e tem como fio condutor um pintor de obras sacras que se passa por padre. Ele narra a estória de Pampinea (Mischa Baton) que teve a família vitimada pela peste. Como se isso não fosse o bastante, ela é obrigada a casar Gerbino (Tim Roth) ou terá todos os seus bens confiscados. O problema é que ela é apaixonada pelo humilde Lorenzo (Hayden Christensen). Uma espécie de American Pie medieval.

Jogo de Amor em Las Vegas – Estrelado por Cameron Diaz e Ashton Kutcher essa divertida comédia romântica narra a história de Joy (Diaz) e Jack Kutcher, duas pessoas desiludidas com a vida que querem chutar o balde em Las Vegas. Os dois se conhecem por acaso e depois de uma noitada acordam casados, o divorcio seria fácil e amigável, mas Jack na mesma manhã ganha Três Milhões de Dólares em um caça níqueis. Então a justiça os obriga a viverem juntos por seis meses para poderem ter direito ao prêmio. Apesar da trama absurda, o casal tem uma boa química e uma ótima veia cômica.

Sex And The City – O Filme – Adaptação para o cinema da extinta e bem sucedida série da HBO, o filme mostra o cotidiano das personagens após o termino do seriado. Mesmo quem não acompanhou na TV pode se divertir com o filme sem problemas. O grande destaque da trama é o casamento de Carrie (Sarah Jéssica Parker) que após anos de idas e voltas sobe ao altar com Mister Big (Chris Noth), outro detalhe interessante é que no filme o nome do personagem é revelado.