domingo, maio 11, 2008

Herói de Ferro


A adaptação de Homem de Ferro para o cinema é um espécie de estréia da Marvel nos cinemas, pois a editora daqui para frente produzirá seus filmes de forma independente, contando com os estúdios apenas para distribuí-los. Essa nova fase abre um novo leque de possibilidades como maior fidelidade aos quadrinhos e “crossovers” (participações especiais de outros personagens do universo Marvel nos filmes) e muitas adaptações estão nos planos da editora. A próxima produção é O Incrível Hulk que estréia em Julho. E já foram anunciados: Thor (2010) e Capitão América (2011) e um filme dos Vingadores também está nos planos.
No final de semana de estréia Homem de Ferro faturou mais de 100 Milhões só nos E.U.A., além de ocupar logo de cara o 10º lugar no ranking de maiores bilheterias de todos os tempos.
Criado em 1963, o personagem tem sua adaptação no cinema, depois de vários anos de rumores. Vários atores foram especulados, Tom Cruise foi especulado por anos, mas o papel acabou surpreendentemente ficando com Robert Downey Junior. Ator que desde a indicação ao Oscar por Chaplin em 1992, vem protagonizando escândalos envolvendo drogas e álcool. Robert conseguiu dar a volta por cima, colocou sua carreira nos trilhos e se tornou um exemplo de redenção. As reações dos fãs quanto a escolha do ator para o papel foram de desconfiança, mas essa se desfez logo que saíram os primeiros trailers. Não como negar o carisma do rapaz.
Dirigido pelo competente Ator/Diretor John Favreau, Homem de Ferro conta estória de Tony Stark, milionário e mulherengo chefão de uma indústria de armamentos. Durante uma visita ao Afeganistão (roteiro bem atual), para demonstrar uma nova arma de destruição em massa. O playboy é seqüestrado e mantido em cativeiro para desenvolver uma arma para seus algozes. Durante a prisão foi realizado uma implante se um dispositivo em seu coração, para que os estilhaços não atinjam o órgão e causem sua morte. Para escapar, ele cria uma armadura improvisada, construída com sobras de metal. Após a fuga, ele passa a rever seus conceitos e consegue enxergar o mal que seus produtos fazem para o desespero do sócio Obadiah Stane (Jeff Bridges).
Então ele resolve ajudar o mundo, desenvolvendo uma nova armadura mais poderosa. Para ajudar nessa nova missão, ele recebe o apoio de Pepper (Gwyneth Paltrow, simpática), e seu melhor amigo, o coronel Jim Rhodes (o ótimo Terrence Howard).
O roteiro é bem movimentado, os efeitos especiais são excelentes, trilha sonora deliciosa, que inclui clássicos do Rock como Back In Black do AC/DC e Iron Man do Black Sabbath. Outro destaque são várias piadinhas hilárias, a maioria delas envolvendo os robôs que ajudam a desenvolver a armadura. Ao final da sessão, não arrede o pé, enquanto os créditos não tiverem terminando, há uma cena extra de grande importância para o futuro do Herói no cinema.
A continuação já foi anunciada para 2010, e Downey Junior se diz tão fã do personagem, que faria até 15 continuações.

terça-feira, abril 01, 2008

Absurdo Pré-Histórico


Dirigido pelo alemão Roland Emmerinch, especializado em filmes catástrofe como Independency Day e O Dia Depois de Amanhã, 10.000 A.C. é uma decepção. Os trailers animadores com criaturas pré-históricas, (mamutes e tigres dente de sabre), absolutamente perfeitas, criaram alguma boa expectativa, mas ao ver o filme completo, o que resta é frustração.
O filme é apenas um amontoado de bons efeitos especiais e belos cenários, com um roteiro absurdo, sem nenhum embasamento histórico, cheio de clichês, quase uma cópia mal feita do ótimo Apocalypto de Mel Gibson. Os personagens falam um inglês perfeito, numa época que não se sabe nem que linguagem era usada, além disso, o visual dos personagens é risível, todos com dentes perfeitos, cabelos rastafári e por aí vai.
A história gira em torno de uma tribo nômade que caça mamutes para sobreviver. Diante da escassez, o grande chefe da tribo deixa tudo para trás, (só no final descobre-se porque), inclusive seu filho D´Leh (Steven Strait), que cresce excluído pelos outros garotos, por ter um pai covarde. Então entra na estória Evolet (Camilla Belle, a atriz é filha de uma brasileira), uma órfã com olhos azuis, que foi encontrada após o assasinato dos pais. A feiticeira da tribo vê que a menina como parte de uma antiga profecia que vai salvar a tribo. Então D´Leh tenta matar sozinho um mamute para assumir o controle da tribo e ainda levar a mão da moça em casamento. O que ele não esperava é que os demônios de quatro patas (caçadores em cavalos) seqüestrassem quase todos da aldeia, inclusive sua amada e o jovem parte com outros membros remanescentes em resgate.
A partir daí, muita correria, umas duas boas seqüências de ação envolvendo animais pré-históricos, mas é só isso, o filme continua na mesma e com a chegada a cidade dos tais demônios é que a proximidade com Apocalypto e os absurdos históricos ficam ainda mais evidentes. Como por exemplo, uma mistura maluca de culturas e civilizações, ora maia ora egípcia, que constroem gigantescas pirâmides e até um esboço de esfinge (!), um detalhe intrigante é que os trabalhos são realizados por escravos e mamutes. Um verdadeiro absurdo.

quinta-feira, março 06, 2008

Musical Gótico

Baseado em um musical da Broadway, escrito por Stephen Sondheim e Hugh Wheeler, a partir de uma adaptação feita por Christopher Bond e agora dirigido por Tim Burton, responsável por obras memoráveis como A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça e Peixe Grande.
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet conta a estória de Benjamim Barker (Johnny Depp), um simples barbeiro, que é casado com Lucy (Laura Michelle Kelly) e tem uma filha chamada Johanna. Vítima da inveja do poderoso Juiz Turpin (Alan Rickman), ele é condenado injustamente e passa 15 anos atrás das grades em uma prisão na Australia. Ao retornar para Londres, ele descobre que sua esposa cometeu suicídio e sua filha vive como protegida do Juiz. Então, ele adota a alcunha de Sweeney Todd, e reencontra a Senhora Lovett (Helena Bohan Carter, mulher do diretor), dona de uma falida loja de tortas que ficava embaixo de sua antiga barbearia, ela passa a ser a sua cúmplice em executar seu plano de vingança. No andar de cima, Todd degola parte de seus clientes com suas navalhas afiadíssimas, os corpos caem em um alçapão e viram recheio de torta. Detalhe, as tortas acabam virando febre na cidade. Além dessa trama principal ainda há uma sub trama sobre o amor proibido entre o marinheiro Anthony Hope (Jamie Campbell Bower) e Johanna (Jayne Wisener), que vive enclausurada em casa, pois é o objeto de desejo do Juiz Turpin. Tudo isso é contado com muita cantoria, por isso se você não for fã de musicais, passe longe desse filme. O final da saga do barbeiro assasino acaba de forma surpreendente, o que torna a fita ainda mais atraente.
Outro ponto imperdível é o Design de Produção, que teve o reconhecimento da academia esse ano, que premiou o italiano Dante Ferreti com o Oscar. A ambientação de Londres no século 19, suja e sombria chama atenção e encanta os olhos, além disso, a produção é impregnada com o estilo gótico e o humor negro característicos do diretor. Da maquiagem pálida aos cabelos desgrenhados dos personagens, é o estilo Burton, presente desde os créditos iniciais ao final do filme, o que torna seus trabalhos inconfundíveis e imperdíveis.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Esqueça o Filme

Publicado em 1995, A bússola de ouro é o primeiro volume da premiada trilogia Fronteiras do Universo escrita pelo inglês Phillip Pullman e completada com A Faca Sutil e A Luneta Âbar. O autor e os livros ainda hoje são alvo de polêmica, por colocar a Igreja Católica como a vilã da fantasia, enfim uma tremenada heresia.
A saga se passa em universo paralelo, onde os seres humanos possuem daemons ou dimons, nessa nova tradução. Esses dimons são uma espécie de manifestação viva da alma das pessoas, e são sempre representados como um animal. Eles representam também a personalidade da pessoa, o das crianças, por exemplo, podem mudar de forma sempre que quiserem, mas atinge uma definitiva no início da puberdade, quando a personalidade começa a se formar.
Essa primeira parte narra o início da saga de Lyra Belaqua e seu dimon Pantalaimon, uma órfã criada na Universidade de Oxford. O seu único parente vivo é Lord Asriel, mas ela tem pouco contato com ele, pois ele vive viajando. Lyra passa seu dia aprontando travessuras na universidade, subindo em telhados e brincando com outras crianças. Um dia ela recebe a visita da elegante Senhora Coulter, que a convida para viver com ela, mas antes de partir o reitor da universidade a presenteia com uma aleitômetro, uma espécie de bussola repleta de símbolos que respondem a qualquer pergunta que se faça. Mas não é tão fácil ler essas informações, há que se estudar muito para interpretar esses símbolos corretamente, mas Lyra é uma espécie de predestinada para aquela função.
Em Oxford e em outros lugares, as crianças estão desaparecendo misteriosamente, e quando seu melhor amigo some, ela resolve sair à procura dele e acaba iniciando uma jornada até o gelado norte. No caminho irá encontrar Gipcios (ciganos), bruxas, ursos de armadura. O que ela não sabe é que essas crianças estão sendo usadas como cobaias em terríveis experiências, patrocinadas pelo Ministério (Igreja Católica).
O livro é muito mais interessante que a versão cinematográfica estrelada por Nicole Kidman e Daniel Craig. No filme, toda a polêmica do texto foi deixada de fora, vários personagens foram excluídos, tramas interessantes foram excluídas e o roteiro foi tão enxugado que acabou se tornando a adaptação confusa e cansativa, virando um amontoado de bons efeitos especiais. Além disso, o dois últimos capítulos foram deixados de fora, e farão parte de A Faca Sutil, isso se esse um dia sair do papel. Já que a recepção do público e da crítica foi morna e a bilheteria ficou bem abaixo do que o estúdio esperava.

domingo, janeiro 13, 2008

Princesa Moderna



Dirigido pelo experiente Kevin Lima, diretor de Tarzan e 102 Dálmatas. Encantada é extremamente simpático, mesmo voltado para o público infantil, não impede que os adultos também se divirtam e muito com sua mistura de aventura, comédia, desenho animado e ótimos efeitos especiais.
O longa é uma espécie de versão live-action (com atores reais) que homenageia as clássicas adaptações da Disney de contos de fadas como Cinderela e Branca de Neve. Em algumas momentos satirizando essas produções, não com o mesmo sarcasmo e ironia de Shrek, afinal estamos vendo um filme Disney.
O início em animação 2D, o tradicional tipo de animação que deixou de ser produzido pelo estúdio, nos apresenta o reino de Andalasia e então Gisele (Amy Adams, ótima), uma jovem sonhadora que vive na floresta, cantando, se divertindo com os animais e esperando seu amor verdadeiro. Ao ser atacada por um ogro (seria uma referência a um certo ogro verde?), é salva pelo Príncipe Edward (James Mardsen) e como em todo bom conto de fadas os dois acabam se apaixonando e marcando o casamento para o dia seguinte. Mas o casal não contava com a fúria de Narissa (Susan Sarandon), a madrastra malvada de Edward, que não quer perder o trono e trama um plano para separar o casal. No dia do casamento, Narissa se transforma em uma velhinha (igual a da Branca de Neve) e empurra Gisele em um poço encantado.
Daí o filme se transforma e deixa de ser animação e se torna real, já que Gisele vai parar no meio de Manhattan, ela sai em bueiro no meio da caótica Time Square e arruma muita confusão. Depois de vagar pela cidade em meio a mendigos e prostituas, encontra por acaso o advogado Robert (Patrick Dempsey, cada vez mais popular) e sua filha Morgan (Rachel Covey), que a acolhem. No início eles pensam se tratar de uma louca, que acha ter saído dos contos de fada, mas com o tempo e muitas situações divertidíssimas, ambos acabam se encantando pela moça.
O filme acerta em misturar fantasia e ficção, criando situações divertidíssimas e típicas do cotidiano de uma metrópole, como por exemplo, Gisele canta chamando os animais na cidade, e acaba trazendo uma verdadeira infestação de pragas urbanas como ratos, moscas, baratas, que arrumam todo o apartamento. Mas isso é só o começo, a confusão ainda está por vir, já que Edward vem a Nova York resgatar sua noiva e acaba se envolvendo em muitas trapalhadas.
E ao final fica a pergunta: será que um amor sobrevive ao mundo real? Essa questão é voltada para os adultos que com a correria das grandes metrópoles, acabam não valorizando pequenos gestos e detalhes. Enfim, um filme leve, engraçado e com o perdão do trocadilho...Encantador.
Clique aqui para assistir ao trailer.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Risos e Suspiros

Baseado no romance homônimo da escritora irlandesa Cecilia Ahern e dirigido e roteirizado pelo diretor Richard LaGrevenese. P.S. Eu Te Amo é uma comédia romântica deliciosa, não traz nenhuma novidade, nem vai revolucionar o gênero, mas quem se importa? Se quem procura esse tipo de filme quer mesmo é se divertir. Típico filme tendo as mulheres como público-alvo, mas que não impede que os homens também se divirtam.
A trama gira em torno do casal Gerry (Gerard Butler) e Holy (Hilary Swank), logo no início acompanhamos uma discussão feia do casal, mas que logo acaba em reconciliação.
Logo depois os créditos mostram fotos do casal em momentos felizes, e após esses, descobrimos que Gerry está morto. Pouco tempo depois Holy descobre uma surpresa preparada pelo marido, durante seu aniversário chega um bolo e um gravador, na gravação, ele explica que deixou 10 cartas cartas, que serão entregues das mais diversas formas, uma a cada mês. Sempre terminadas com P.S. Eu Te Amo, essas cartas ajudarão Holy a superar a perda e seguir em frente. Dentre outas coisas Gerry determina que ela compre um abajur, para não mais tropeçar no canto da cama, que ela vá a uma boate e cante em um videokê (uma das cenas mais divertidas do filme), além de viajar para a Irlanda e conhecer locais que foram especiais em sua vida e quem sabe encontrar algo mais. Além das cartas Holy tem amigas animadissimas, vividas por Lisa Kudrow (a Phoebe de Friends) e Gina Gershon, que tentam a todo custo levantar o astral e ajudá-la a se refazer. Além disso elas rendem momentos divertidissimos no filme.
Destaque para o entrosamento do elenco, especialmente o casal principal, que possui uma química maravilhosa, deixando os personagens e as situações bem próximos da realidade do espectador, criando grande empatia, além de garantirem boas rizadas, mesmo tratando de assuntos pesados como a morte de um ente querido, além de muitos suspiros femininos por Gerard Butler, que mesmo morto aparece de vez em quando em flasbacks ou lembranças.
Clique aqui para ver o trailer.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Hilário!

Os irmão Peter e Bobby Farrelly, criadores dos divertido Quem Vai Ficar Com Mary? e O Amor é Cego, acertam em cheio com esse Antes Só Do Que Mal Casado. Parecem ter encontrado novamente o tom, depois dos insossos Eu, Eu Mesmo e Irene e Ligado em Você.
Retomando a parceria com Ben Stiler, seguem a mesma formula dos trabalhos anteriores, apostando em situações cômicas com muita confusão, situações constrangedoras e um pitada de escatologia. O público aprovou a retomada, só na estréia americana, o filme arrecadou 14 Milhões de Dólares. E o sucesso se repetiu no Brasil, o longa fez bastante sucesso por aqui e está entre os dez mais vistos do ano passado.
A estória gira em torno de Eddie Coltrow, um solteirão convicto, pressionado pelo pai (Jerry Stiler, pai do protagonista também na vida real) e pelo melhor amigo a se casar logo. Ao ir à festa de casamento de uma ex, ele realmente se dá conta de que eles tem razão. Já que por ser o único solteiro, foi obrigado a se sentar com as crianças, além de ouvir algumas coisas não muito agradáveis a seu respeito.
Ao encontrar por acaso Lila (Malin Akerman), ele acredita ter achado a garota certa. Após algumas semanas de namoro e muitos beijos, descobre que Lila está sendo transferida para a Holanda. A única solução é se casar com ela, pois a empresa não transfere funcionários casados. Ao sair de lua de mel é que o pesadelo começa, Eddie descobre que a esposa não é nada daquilo que pensou. Depois muita confusão, ele conhece Miranda (a bela Michele Monaghan), essa sim a garota de seus sonhos.
O filme é uma espécie de crítica bem humorada aos casamentos relâmpagos, onde o casal no calor da paixão, acreditam que viverão juntos pelo resto da vida, mas com a convivência descobrem que a realidade é um pouco diferente. Enfim, algumas piadas podem constranger os mais conservadores, mas as risadas são garantidas.

Incrível como algumas músicas desencadeiam lembranças guardadas bem no fundo do inconsciente. O disco “To The Faithfull Departed” dos Cranbe...