quinta-feira, julho 17, 2008

Jogo de Sedução


Baseado no best seller A Irmã de Ana Bolena da escritora Philipa Gregory e dirigido por Justin Chadwick, o drama A Outra, conta a história da polêmica relação entre Ana Bolena e o Rei Henrique VIII através de um novo ângulo, envolvendo a outra irmã da personagem, que se chamava Mary. Esse triângulo amoroso é praticamente ignorado pelos livros de história, mas a adaptação do romance para o cinema esclarece esse importante trecho da história da Inglaterra.
A trama inicia-se na infância das personagens principais, mostrando a relação de amizade entre as irmãs. Alguns anos mais tarde, o pai Thomas Bolena (Mark Rylance) convida o Rei Henrique VIII (Eric Bana), para hospedar-se em suas terras. Em busca de prestígio e ascensão social, o patriarca apresenta a filha mais velha Ana (Natalie Portman, em uma atuação excelente) ao Rei no intuito de que esse se interesse por ela e a tome como sua amante, já que corre o rumor de que o governante não está muito satisfeito com a esposa, Catarina de Aragão (Ana Torrent), pois ela não consegue lhe dar um herdeiro. Então durante uma caçada, por culpa de Ana, o rei acaba se ferindo e fica desacordado, atrapalhando totalmente os planos da família. Mas ao acordar, o Monarca encanta-se pela filha caçula Mary (Scarlett Johansson), moça doce e tímida que acabou de se casar com o filho de um mercador, mas isso não é nenhum empecilho aos interesses reais. Então a família Bolena deixa o campo e instala-se na Corte e a partir daí começa um jogo de sedução e interesses, que leva as duas irmãs a disputarem o amor do mesmo homem. Com isso vão se desenrolando fatos históricos presentes nas aulas de história, como o rompimento do Rei com a Igreja Católica, pois a instituição não permitia a anulação do seu casamento, além da união de Henrique com Ana que gerou a notória Elizabeth, que assumiria o trono anos mais tarde e que também teve sua história contada no cinema em dois filmes estrelados por Cate Blanchett.
O filme é um drama histórico ágil, cheio de intrigas e reviravoltas, possui um elenco invejável, além disso, o longa apresenta belos cenários, figurinos caprichados. Mesmo que conhece a história acaba se envolvendo com esse jogo de sedução travado pelas irmãs Bolena.

sábado, julho 12, 2008

Sem diálogos, mas com muito sentimento.


A Pixar já se tornou sinônimo de animações de qualidade tanto visualmente quanto pelos roteiros divertidos e inteligentes e a cada longa eles se superam, dessa vez somos apresentados ao carismático Wall – E ou se preferir: Waste Allocation Load Lifter - Earth Class. Somente no primeiro fim de semana, o novo longa arrecadou mais de 62 Milhões de Dólares somente nos E.U.A.
Dirigido por Andrew Stanton (diretor de Crônicas de Nárnia e Procurando Nemo), o filme não possui um único diálogo, em mais de 40 minutos de projeção, toda a estória é contada através de imagens, aliás belas imagens. Isso apenas engrandece a qualidade do longa, afinal de contas robôs não falam. O desastrado personagem ganha a simpatia do público apenas com a expressão de seus olhos, pequenos gestos e alguns sons robotizados, criados pelo desenhista de som Ben Burtt, ele é responsável pelo som de personagens famosos como R2-D2 de Star Wars e do E.T. de Steven Spielberg.
A trama se passa no futuro, 700 anos a frente, a poluição na terra chegou a níveis impossíveis a sobrevivência humana, então a população embarcou em uma espécie de cruzeiro espacial, enquanto o planeta passa por uma faxina feita por robôs. A missão deveria durar cinco anos, mas algo deu errado e já se passaram quase sete séculos. Então somos apresentados ao solitário Wall-E, o único robô em atividade, ele passa o dia compactando e empilhando cubos de sujeira, formando verdadeiros edifícios de lixo. Ele repete todos os dias a mesma rotina, tendo como companhia apenas uma barata, colecionando velhos objetos esquecidos e assistindo todas as noites uma cópia em VHS de Alô, Dolly (1969), que alimenta seus sonhos românticos. Então depois de anos de solidão ele recebe a visita de uma nave que traz EVA, uma robozinha com visual arrojado criado pela Apple (criadora do I-Pod), por quem Wall- E imediatamente se apaixona e sua monótona vida passa por uma grande mudança.
Outro ponto interessante além da mensagem ecológica que o filme passa, afinal de contas não estamos muito longe dessa situação, é a alfinetada aos seres humanos atuais para que eles repensem seu modo de vida, e vejam no que podem se transformar num futuro não muito distante. Mal acostumados, os habitantes da terra vivem deitados sob poltronas flutuantes, tornaram-se tão obesos que perderam a capacidade de andar e a comunicação tornou-se restrita a meios eletrônicos, uma alusão aos messengers tão populares hoje em dia.
Uma última informação: Não chegue atrasado a sessão, pois como todo filme da Pixar, antes do filme tem um curta metragem genial, esse sobre um mágico e seu coelho que a todo custo tenta comer uma cenoura e se recusa a sair da cartola. Simplesmente imperdível.

terça-feira, junho 24, 2008

5 Filmes Para Ver em Casa nas Férias (Parte 1)


As férias chegaram e atendendo a uma sugestão, fiz uma pequena lista de lançamentos em DVD, para serem vistos nos momentos de ócio. Lembrando que não é um ranking, a ordem em que estão dispostos não altera nada, são apenas sugestões de bons filmes. A parte 2 será publicada em breve, quando eu conseguir ver mais alguns lançamentos interessantes. Espero que gostem das dicas. Sugestões de novos títulos são bem vindas. Confira:
1 – Vestida Para Casar: Comédia romântica leve, despretensiosa, com os mesmos encontros e desencontros de sempre, mas não deixa de ser uma delícia. No elenco, a popular Katherine Heigl da série Grey´s Anatomy, interpretando uma mulher que já foi madrinha de 27 casamentos. Garantia de um sorriso de orelha a orelha no final.

2 – Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet: Musical gótico inspirado em um espetáculo da Broadway. Mais uma parceira Johnny Depp/Tim Burton. Mais detalhes no post abaixo.

3 – Elizabeth – A Era de Ouro: Continuação do longa Elizabeth de 98, não ter visto o primeiro não interfere em nada. Cate Blanchett (Indicada ao Oscar pelo papel) volta a interpretar a Rainha Virgem. Nesse novo filme, a monarca tem que defender seu reino da Espanha, pois o Rei Felipe quer transformar a Inglaterra em um país católico a qualquer custo. Belíssimo em todos os aspectos, a fotografia e os figurinos são de encher os olhos. O elenco ainda inclui: Clive Owen e Geoffrey Rush.

4 – O Orfanato: Fita de terror espanhola produzida pelo competente Guilhermo Del Toro (O Labirinto do Fauno). O filme é focado em Laura (a ótima Belén Rueda) que volta ao orfanato onde foi criada e com a ajuda do marido Carlos (Fernando Cayo), ela pensa reabrir o local e ajudar crianças com deficiência. Mas como em toda boa trama de terror sobrenatural, o local esconde segredos. Uma trama bem amarrada que lembra bastante Os Outros com Nicole Kidman. O longa é garantia de bons sustos. Repare numa aparição relâmpago de Edgar Vivar, o Senhor Barriga (Chaves).

5 – O Caçador de Pipas: Adaptação fiel do Best Seller que já vendeu 1,6 milhão de exemplares somente no Brasil. O filme pode ser tão impactante para quem leu o livro, faltou um pouco de ousadia na adaptação, mas não nem por isso deve deixar de ser visto. Dirigido pelo sensível Marc Forster, conta uma bela história de amizade entre Amir e Hassan, os dois foram criados juntos, mas um acontecimento infeliz os separa. Prepare o lencinho.

sábado, junho 21, 2008

Perda de Tempo


O diretor indiano M. Night Shyamalan causou frisson em Hollywood em 1999 com seu O Sexto Sentido, pra quem não lembra aquele filme do garotinho que via gente morta. O exagero foi tanto, que chegaram a chamá-lo de o sucessor de Hitchcock, o cineasta inclusive chega a fazer pequenas pontas em seus filmes, tal qual o mestre do suspense. Desde então cada trabalho seu é recebido com expectativa pelo público. Que se acostumou com seus suspenses bem construídos, como pelos finais surpreendentes contidos em suas obras como Corpo Fechado (2001), Sinais (2003) e A Vila (2005). Alguns anos depois, o diretor conhece seu primeiro fracasso comercial, o malfadado A Dama Na Água (2006). A obra sobre uma ninfa marinha na piscina de um condomínio foi rejeitada pela Disney, desmanchando-se uma das parcerias mais sólidas da indústria do cinema. Então, a Warner abraçou o projeto e o resultado foi bem aquém ao esperado. O público e a crítica não compreenderam ou não aprovaram a fábula baseada nas histórias de ninar que ele conta aos filhos, e o longa naufragou feio nas bilheterias. Uma tremenda injustiça.
Depois do fracasso, Shyamalan tenta desesperadamente emplacar mais um sucesso, com esse Fim Dos Tempos. O filme estreou mundialmente numa sexta feira 13 e contrariando as pessimistas previsões dos especialistas, teve até uma bilheteria razoável, cerca de 30 Milhões em três dias, levando em consideração que batia de frente com um blockbuster como O Incrível Hulk, é um resultado excelente.
Os primeiros cartazes e trailers prometiam muito, um roteiro apocalíptico, interessante e bem violento. Mas eram apenas falsas promessas, o resultado é desastroso, a única promessa cumprida foi a violência, as cenas realmente chocam, mas é só isso.
A estória conta sobre um fenômeno inexplicável, numa manhã comum, centenas de pessoas agem de forma estranha, dizem coisas sem sentido e em seguida se matam. A primeira hipótese é terrorismo, a paranóia preferida dos americanos. Mas posteriormente descobre-se ser uma vingança da natureza, ou algo assim, já que as plantas estão liberando uma toxina que desliga no cérebro dos humanos o senso de proteção e os fazem cometer suicídio. Então conhecemos Elliot (Mark Walhberg), um professor de ciência que sempre tem uma explicação na ponta da língua. Ele, a esposa Alma (Zoey Deschanel), seu melhor amigo Julian (John Leguizamo) e a filha dele Jess (Ashlyn Sanchez) partem da Filadélfia (os filmes do diretor sempre se passam aqui) para os campos, tentando escapar da toxina que se espalha pelo vento, a correria cansa rapidinho.
E o filme é somente isso, um ingresso jogado fora ou uma hora e meia desperdiçada. Resultados de um filme morno, aborrecido, com personagens sem graça, muitas cenas violentas bem desenvolvidas e um suspense que não assusta. Uma idéia mal desenvolvida, o vento como vilão invisível poderia ser bem aterrador. E o final ainda deixa uma ponta para uma continuação. Socorro!
Clique aqui e assista ao ótimo trailer (legendado em português).

sábado, junho 07, 2008

À Moda Antiga



Criado há 27 anos, Indiana Jones, sempre cumpriu muito bem o proposito para que ele foi criado, que é homenagear as matinês de filmes dos anos 50. Desde o final de Indiana Jones e a Última Cruzada (em 1989) especula-se uma nova aventura, e a cada ano que passava, parecia mais difícil, devido a idade de Harrison Ford, o anúncio da nova produção causou uma grande expectativa entre os fãs. Então, depois de 19 anos, vários roteiros descartados, muitas diferenças criativas entre Steven Spielberg e George Lucas, um roteiro guardado a sete chaves, eis que o arqueólogo mais famoso do cinema retorna em um filme extremamente divertido. E parece que não ficará por aqui, os resultados animadores nas bilheterias mundiais, já causam novos rumores de que um novo capitulo da saga será produzido e não deve demorar.
O roteiro escrito por David Koepp (que adaptou sucessos como Jurassic Park) é divertido, absurdo (onde já se viu cataratas em plena Amazônia), repleto de piadas e diálogos divertidíssimos, além de várias referências tanto aos filmes anteriores como a mitologia do herói, a sua aversão por cobras é um bom exemplo disso.
A nova trama, trouxe de volta Marion Havewood (Karen Allen), a mocinha no primeiro filme, Caçadores da Arca Perdida e introduziu um novo personagem Mutt, vivido pelo arroz de festa, Shia LaBeouf, uma tentativa de renovar a franquia e atrair o público jovem.
O filme passa em 1957, em meio a Guerra Fria, a militar ucraniana Irina Spalko (interpretada pela excelente Cate Blanchett), e os vilões soviéticos procuram um artefato encontrado na floresta amazônica, quem possuí-lo, pode dominar o mundo, não através de guerras ou bomba atômica e sim com dominação mental. Cabe ao bom e velho Indy (Harrison Ford), professor e arqueólogo nas horas vagas salvar o mundo mais uma vez. E com isso, muito bom humor, tiros que não acertam ninguém, perseguições cheias de adrenalina , reviravoltas, todos itens indispensáveis a um filme de Indiana Jones.

Clique aqui para assistir ao trailer (legendado em português).

Mais do Mesmo


Mais conhecida como a compositora da excelente trilha sonora do filme Magnólia, a americana Aimee Mann acaba de lançar um novo trabalho, de título impronunciável, @#%*! Smiler, no mesmo estilo dos excelentes discos anteriores “Lost In Space” (2002) e “The Forgotten Arm” (2005).
O diretor Paul Thomas Anderson confessa que teve a inspiração para o roteiro ouvindo canções como “Save Me” (Ganhadora do Oscar de Melhor Canção) o resultado da parceria foi excelente, tanto o filme quanto a trilha fizeram um enorme sucesso. Suas canções são figuras fáceis em trilhas sonoras de filmes e seriados como: Jerry Maguire – A Grande Virada, Segundas Intenções, dentre outros. Mesmo assim a artista é pouco conhecida no Brasil. Alguns álbuns chegaram ser lançados por aqui, mas no momento encontram-se fora de catálogo. Agora resta torcer para que a gravadora lance esse novo trabalho por aqui.
Smilers segue a mesma linha de suas canções mais conhecidas, com uma deliciosa levada meio folk/indie e algumas baladinhas meio depressivas já características de seus trabalhos anteriores, além dos arranjos compostos principalmente por guitarra, baixo e teclado.
Aimee com sua voz agradabilíssima vai contando pequenas histórias nas faixas do disco. Destaque para as faixas: Looking For Nothing, Phoenix e 31 Today.
O primeiro single, Freeway acabou de ser lançado e o clipe pode ser conferido clicando aqui.
Para ouvir algumas faixas do disco, acesse o My Space da cantora, clicando aqui.

domingo, maio 11, 2008

Herói de Ferro


A adaptação de Homem de Ferro para o cinema é um espécie de estréia da Marvel nos cinemas, pois a editora daqui para frente produzirá seus filmes de forma independente, contando com os estúdios apenas para distribuí-los. Essa nova fase abre um novo leque de possibilidades como maior fidelidade aos quadrinhos e “crossovers” (participações especiais de outros personagens do universo Marvel nos filmes) e muitas adaptações estão nos planos da editora. A próxima produção é O Incrível Hulk que estréia em Julho. E já foram anunciados: Thor (2010) e Capitão América (2011) e um filme dos Vingadores também está nos planos.
No final de semana de estréia Homem de Ferro faturou mais de 100 Milhões só nos E.U.A., além de ocupar logo de cara o 10º lugar no ranking de maiores bilheterias de todos os tempos.
Criado em 1963, o personagem tem sua adaptação no cinema, depois de vários anos de rumores. Vários atores foram especulados, Tom Cruise foi especulado por anos, mas o papel acabou surpreendentemente ficando com Robert Downey Junior. Ator que desde a indicação ao Oscar por Chaplin em 1992, vem protagonizando escândalos envolvendo drogas e álcool. Robert conseguiu dar a volta por cima, colocou sua carreira nos trilhos e se tornou um exemplo de redenção. As reações dos fãs quanto a escolha do ator para o papel foram de desconfiança, mas essa se desfez logo que saíram os primeiros trailers. Não como negar o carisma do rapaz.
Dirigido pelo competente Ator/Diretor John Favreau, Homem de Ferro conta estória de Tony Stark, milionário e mulherengo chefão de uma indústria de armamentos. Durante uma visita ao Afeganistão (roteiro bem atual), para demonstrar uma nova arma de destruição em massa. O playboy é seqüestrado e mantido em cativeiro para desenvolver uma arma para seus algozes. Durante a prisão foi realizado uma implante se um dispositivo em seu coração, para que os estilhaços não atinjam o órgão e causem sua morte. Para escapar, ele cria uma armadura improvisada, construída com sobras de metal. Após a fuga, ele passa a rever seus conceitos e consegue enxergar o mal que seus produtos fazem para o desespero do sócio Obadiah Stane (Jeff Bridges).
Então ele resolve ajudar o mundo, desenvolvendo uma nova armadura mais poderosa. Para ajudar nessa nova missão, ele recebe o apoio de Pepper (Gwyneth Paltrow, simpática), e seu melhor amigo, o coronel Jim Rhodes (o ótimo Terrence Howard).
O roteiro é bem movimentado, os efeitos especiais são excelentes, trilha sonora deliciosa, que inclui clássicos do Rock como Back In Black do AC/DC e Iron Man do Black Sabbath. Outro destaque são várias piadinhas hilárias, a maioria delas envolvendo os robôs que ajudam a desenvolver a armadura. Ao final da sessão, não arrede o pé, enquanto os créditos não tiverem terminando, há uma cena extra de grande importância para o futuro do Herói no cinema.
A continuação já foi anunciada para 2010, e Downey Junior se diz tão fã do personagem, que faria até 15 continuações.

Incrível como algumas músicas desencadeiam lembranças guardadas bem no fundo do inconsciente. O disco “To The Faithfull Departed” dos Cranbe...