domingo, janeiro 13, 2008

Princesa Moderna



Dirigido pelo experiente Kevin Lima, diretor de Tarzan e 102 Dálmatas. Encantada é extremamente simpático, mesmo voltado para o público infantil, não impede que os adultos também se divirtam e muito com sua mistura de aventura, comédia, desenho animado e ótimos efeitos especiais.
O longa é uma espécie de versão live-action (com atores reais) que homenageia as clássicas adaptações da Disney de contos de fadas como Cinderela e Branca de Neve. Em algumas momentos satirizando essas produções, não com o mesmo sarcasmo e ironia de Shrek, afinal estamos vendo um filme Disney.
O início em animação 2D, o tradicional tipo de animação que deixou de ser produzido pelo estúdio, nos apresenta o reino de Andalasia e então Gisele (Amy Adams, ótima), uma jovem sonhadora que vive na floresta, cantando, se divertindo com os animais e esperando seu amor verdadeiro. Ao ser atacada por um ogro (seria uma referência a um certo ogro verde?), é salva pelo Príncipe Edward (James Mardsen) e como em todo bom conto de fadas os dois acabam se apaixonando e marcando o casamento para o dia seguinte. Mas o casal não contava com a fúria de Narissa (Susan Sarandon), a madrastra malvada de Edward, que não quer perder o trono e trama um plano para separar o casal. No dia do casamento, Narissa se transforma em uma velhinha (igual a da Branca de Neve) e empurra Gisele em um poço encantado.
Daí o filme se transforma e deixa de ser animação e se torna real, já que Gisele vai parar no meio de Manhattan, ela sai em bueiro no meio da caótica Time Square e arruma muita confusão. Depois de vagar pela cidade em meio a mendigos e prostituas, encontra por acaso o advogado Robert (Patrick Dempsey, cada vez mais popular) e sua filha Morgan (Rachel Covey), que a acolhem. No início eles pensam se tratar de uma louca, que acha ter saído dos contos de fada, mas com o tempo e muitas situações divertidíssimas, ambos acabam se encantando pela moça.
O filme acerta em misturar fantasia e ficção, criando situações divertidíssimas e típicas do cotidiano de uma metrópole, como por exemplo, Gisele canta chamando os animais na cidade, e acaba trazendo uma verdadeira infestação de pragas urbanas como ratos, moscas, baratas, que arrumam todo o apartamento. Mas isso é só o começo, a confusão ainda está por vir, já que Edward vem a Nova York resgatar sua noiva e acaba se envolvendo em muitas trapalhadas.
E ao final fica a pergunta: será que um amor sobrevive ao mundo real? Essa questão é voltada para os adultos que com a correria das grandes metrópoles, acabam não valorizando pequenos gestos e detalhes. Enfim, um filme leve, engraçado e com o perdão do trocadilho...Encantador.
Clique aqui para assistir ao trailer.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Risos e Suspiros

Baseado no romance homônimo da escritora irlandesa Cecilia Ahern e dirigido e roteirizado pelo diretor Richard LaGrevenese. P.S. Eu Te Amo é uma comédia romântica deliciosa, não traz nenhuma novidade, nem vai revolucionar o gênero, mas quem se importa? Se quem procura esse tipo de filme quer mesmo é se divertir. Típico filme tendo as mulheres como público-alvo, mas que não impede que os homens também se divirtam.
A trama gira em torno do casal Gerry (Gerard Butler) e Holy (Hilary Swank), logo no início acompanhamos uma discussão feia do casal, mas que logo acaba em reconciliação.
Logo depois os créditos mostram fotos do casal em momentos felizes, e após esses, descobrimos que Gerry está morto. Pouco tempo depois Holy descobre uma surpresa preparada pelo marido, durante seu aniversário chega um bolo e um gravador, na gravação, ele explica que deixou 10 cartas cartas, que serão entregues das mais diversas formas, uma a cada mês. Sempre terminadas com P.S. Eu Te Amo, essas cartas ajudarão Holy a superar a perda e seguir em frente. Dentre outas coisas Gerry determina que ela compre um abajur, para não mais tropeçar no canto da cama, que ela vá a uma boate e cante em um videokê (uma das cenas mais divertidas do filme), além de viajar para a Irlanda e conhecer locais que foram especiais em sua vida e quem sabe encontrar algo mais. Além das cartas Holy tem amigas animadissimas, vividas por Lisa Kudrow (a Phoebe de Friends) e Gina Gershon, que tentam a todo custo levantar o astral e ajudá-la a se refazer. Além disso elas rendem momentos divertidissimos no filme.
Destaque para o entrosamento do elenco, especialmente o casal principal, que possui uma química maravilhosa, deixando os personagens e as situações bem próximos da realidade do espectador, criando grande empatia, além de garantirem boas rizadas, mesmo tratando de assuntos pesados como a morte de um ente querido, além de muitos suspiros femininos por Gerard Butler, que mesmo morto aparece de vez em quando em flasbacks ou lembranças.
Clique aqui para ver o trailer.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Hilário!

Os irmão Peter e Bobby Farrelly, criadores dos divertido Quem Vai Ficar Com Mary? e O Amor é Cego, acertam em cheio com esse Antes Só Do Que Mal Casado. Parecem ter encontrado novamente o tom, depois dos insossos Eu, Eu Mesmo e Irene e Ligado em Você.
Retomando a parceria com Ben Stiler, seguem a mesma formula dos trabalhos anteriores, apostando em situações cômicas com muita confusão, situações constrangedoras e um pitada de escatologia. O público aprovou a retomada, só na estréia americana, o filme arrecadou 14 Milhões de Dólares. E o sucesso se repetiu no Brasil, o longa fez bastante sucesso por aqui e está entre os dez mais vistos do ano passado.
A estória gira em torno de Eddie Coltrow, um solteirão convicto, pressionado pelo pai (Jerry Stiler, pai do protagonista também na vida real) e pelo melhor amigo a se casar logo. Ao ir à festa de casamento de uma ex, ele realmente se dá conta de que eles tem razão. Já que por ser o único solteiro, foi obrigado a se sentar com as crianças, além de ouvir algumas coisas não muito agradáveis a seu respeito.
Ao encontrar por acaso Lila (Malin Akerman), ele acredita ter achado a garota certa. Após algumas semanas de namoro e muitos beijos, descobre que Lila está sendo transferida para a Holanda. A única solução é se casar com ela, pois a empresa não transfere funcionários casados. Ao sair de lua de mel é que o pesadelo começa, Eddie descobre que a esposa não é nada daquilo que pensou. Depois muita confusão, ele conhece Miranda (a bela Michele Monaghan), essa sim a garota de seus sonhos.
O filme é uma espécie de crítica bem humorada aos casamentos relâmpagos, onde o casal no calor da paixão, acreditam que viverão juntos pelo resto da vida, mas com a convivência descobrem que a realidade é um pouco diferente. Enfim, algumas piadas podem constranger os mais conservadores, mas as risadas são garantidas.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Mestres do Jogo

Sidney Sheldon é um dos autores mais lidos do século XX. Vendeu mais de 300 milhões de livros em todo o mundo. O autor iniciou sua carreira em Hollywood como revisor de roteiros em 1937, além de colaborar em inúmeros filmes de segunda linha. Teve uma carreira eclética escreveu musicais para a Broadway, além de roteiros para a MGM e Paramount. Além disso é criador de séries televisivas de sucesso como: Jeanie é um Gênio e Casal 20. É até hoje o único escritor a receber os quatro prêmios mais cobiçados da industria cultural americana: o Oscar (cinema), o Emmy (tv), o Tony (teatro) e o Edgar (literatura de suspense). Sheldon morreu no dia 30 de janeiro de 2007, em Los Angeles, aos 89 anos, devido a complicações causadas por uma pneumonia.
O Reverso da Medalha (Masters Of The Game), foi lançado em 1982, e é um de seus melhores romances, para muitos o melhor. Narra a estória da dinastia Blackwell, durante um período de 100 anos. Iniciando com as aventuras do patriarca David, que deixa a família na Escócia e vai até a Africa do Sul para garimpar diamantes. Lá acompanhamos seu sofrimentos e sua obstinação em encontras essas pedras preciosas. Após David, acompanhamos a trajetória de Kate, sua filha e herdeira do seu império. Ela é praticamente a espinha dorsal do livro e a personagem mais fascinante da obra, acompanhamos sua juventude e a sua assenção no mundo dos negócios. Kate é uma mulher sem escrúpulos, que domina esse mundo de maneira cruel não hesitando em sacrificar quem procura impedir seu caminho.
Já na última parte somos apresentados às gêmeas Eve e Alexandra, apesar de iguais na aparência, tem personalidades bem distintas. Enquanto Alexandra é doce e ingênua, Eve é sádica e maliciosa e é capaz de tudo para destruir a irmã e herdar a fortuna da família sozinha.
Enfim, O Reverso da Medalha é uma leitura agradável, com um texto dinâmico, cheio de reviravoltas como todo bom romance, que prende o leitor do início ao fim. Um último aspecto interessante é a tradução equivocada do título em português, Masters Of Game em uma tradução literal seria “Mestres Do Jogo” e inexplicavelmente virou “O Reverso da Medalha” por aqui. Um título como “Mestres do Poder”, por exemplo, seria bem mais coerente.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Declaração de Amor

Paris, Te Amo, é espetacular. Como logo no início avisa, é um filme coletivo, uma eclética junção de cineastas e atores consagrados do mundo inteiro. Nomes como: Walter Salles e Paula Thomas, Irmãos Cohen, Alexander Payne, Wes Craven, Gus Van Sant, Alfonso Cuáron e muitos outros dão o tom a esses 18 curtas, todos passados em alguma parte de Paris seja em um ponto turístico ou num bairro mais pobre.
Os curtas passeiam por diversos gêneros como: drama, romance, comédia e até mesmo terror (dentre eles há uma história de vampiros), mas sempre falando de amor. Afinal de contas a Cidade Luz é um das mais românticas do mundo.
Como se a quantidade de estrelas na direção não fosse suficiente, a constelação de atores que participam dos curtas é ainda mais brilhante: Natalie Portman, Fanny Ardant, Catalina Sandino Moreno, Elijah Wood, Juliette Binoche, Maggie Gyllenhaal .
Todo esse ecletismo gera um filme irregular, cada qual com a identidade de seu realizador, alguns curtas se sobressaem aos outros. Como é o caso de Tuileries dirigido pelos irmãos Joel e Ethan Coen em que um turista norte-americano desavisado (Steve Buscemi) aprende da pior maneira que é falta de educação encarar estranhos, e acaba levando uma surra no metrô. Além de Longe do 16º Distrito dirigido pelos brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas que narra a estória de uma imigrante (Catalina Sandino Moreno) que deixa o filho todos os dias na creche e atravessa a cidade para trabalhar em bairro distante como babá de uma criança da mesma idade. Destaque também para Père-Lachaiseem de Wes Craven em que um casal de turistas (Emily Mortimer e Rufus Sewell) visitando túmulos famosos, eles reencontram o amor com uma ajudinha de Oscar Wilde em pessoa, ou melhor do fantasma do autor de O Retrato de Dorian Gray.
Após o filme só aumenta a vontade de passear por Paris, ver todas essas belas paisagens. Uma bela homenagem à Cidade Luz.
No DVD praticamente não existem extras, apenas sinopse, ficha técnica e trailers de outros lançamentos da distribuidora.

quarta-feira, maio 30, 2007

Excelente!


Formado em 1989 em Dallas no Texas por Emily Robison, Martie Maguire e Natalie Maines, o trio Dixie Chicks é uma das bandas mais populares atualmente nos EUA, e já vendeu 30 Milhões de cópias ao redor do mundo.
Lançado no inicio do ano, o premiado “Taking The Long Way”, finalmente chega ao Brasil. O álbum faturou cinco prêmios Grammy nas principais categorias dentre elas: melhor álbum, melhor gravação e canção do ano “Not Ready to Make Nice”, confira o clipe aqui.
A banda foi protagonista de uma grande polêmica no ano passado. A vocalista Emily Robison declarou durante um show, que a banda tem vergonha em ser do mesmo estado do Presidente George W. Bush, na semana em que as tropas americanas invadiram o Iraque. O resultado disso foi que a banda sofreu retaliação por parte da mídia, os grandes veículos americanos, boicotaram suas músicas em todo o país. O caso teve grande repercussão e gerou acaloradas discussões sobre liberdade de expressão e censura. O episódio gerou até um documentário chamado “Shut Up and Sing”, ou em bom português: “Cala a boca e canta”, que dificilmente sairá por aqui.
O repertório do novo CD é um show a parte, a mistura entre Pop e Contry é deliciosa, arranjos caprichados com muitos instrumentos de cordas como violinos, banjos, etc. É difícil resistir as belas: Easy Silence, Favourite Year, Silent House, I Hope. Enfim é daquele aquele tipo de disco que você ouve sem pular uma faixa.

quarta-feira, abril 25, 2007

Decepcionante!

Criado pelo escritor Thomas Harris em meados dos anos 80, o celebre canibal Hannibal Lecter teve sua primeira aparição nas telas com o longa “Manhunter” de 1986, onde era vivido pelo ator escocês Brian Cox. Mas sua consagração aconteceu em 1992 com o soberbo “O Silêncio dos Inocentes” onde a brilhante atuação de Anthony Hopkins, transformou o personagem em um dos mais queridos e temidos vilões que o cinema já produziu. Dez anos mais tarde, o ator volta ao papel no mediano “Hannibal” e no ano seguinte, volta a repetir o papel em no excelente “Dragão Vermelho”. Thomas Harris (que também assina o roteiro), realiza uma espécie de prólogo, o livro está sendo lançado simultaneamente com o longa e visa apenas uma coisa: lucro. “Hannibal Rising” ou “Hannibal – A Origem do Mal” na versão nacional, conta ou pelo menos tenta esclarecer a origem do personagem e as razões que o levaram a ser um canibal e serial killer. Somos apresentados à infância e juventude de Lecter, aqui vivido pelo insosso ator francês Gaspar Ulliel. A ação se passa em plena Segunda Guerra Mundial, mas especificamente na Lituânia. De origem abastada, o jovem Hannibal e sua família têm que fugir do domínio alemão e escapar do fogo cruzado destes com os russos, se escondendo na casa de campo. Não demora muito para que o esconderijo seja descoberto. Como já era de se esperar, seus pais são mortos de forma covarde durante um ataque aéreo, sobrando apenas ele e a irmã menor, que posteriormente também é assassinada e ainda devorada, dessa vez por saqueadores, enfim a morte da família teria sido o estopim para os pessímos hábitos do Doutor Lecter (que original!).
A parir daí é explicado de forma vaga e sem ritmo, o que aconteceu após esses acontecimentos. Como por exemplo: a fuga do orfanato russo, as viajens clandestinas até chegar a Paris e encontrar a casa do tio, que seria seu único parente vivo. Chegando lá, descobrimos que esse faleceu no ano anterior. Acolhido pela viúva Sra. Murasaki (Gong Li, deslumbrante), que se torna um misto de mentora/cúmplice e paixão platônica. Já estabelecido, ela o ensina vários elementos da cultura japonesa e também nesse período é mostrada a sua entrada na faculdade de Medicina, onde ele aperfeiçoou suas habilidades com objetos cortantes.
Dirigido por Petter Webber, o filme é demasiadamente longo, previsível, edição sem ritmo, roteiro enfadonho, suspense quase zero, sem falar nos cansativos flashbacks que não acrescentam nada, o mesmo perdeu a memória e vai lembrando aos poucos dos traumáticos acontecimentos sobre o assassinato da irmã caçula e o restante do filme se resume apenas isso: vingança contra os autores do crime e cenas violentas. Está comprovado, sem Antony Hopkins o personagem não funciona.

Incrível como algumas músicas desencadeiam lembranças guardadas bem no fundo do inconsciente. O disco “To The Faithfull Departed” dos Cranbe...