segunda-feira, agosto 23, 2021



Incrível como algumas músicas desencadeiam lembranças guardadas bem no fundo do inconsciente. O disco “To The Faithfull Departed” dos Cranberries me transporta direto pra os meus 17 anos. Lembro que comprei esse CD usado e tive que colar uma etiqueta com meu nome por cima da assinatura da antiga dona.

Terceiro álbum da banda e o meu preferido, ouvia a exaustão. Na minha bagagem podia faltar qualquer coisa, mas o disc man (cd player portátil), pilhas que não duravam nada, sempre descarregavam, e os meus CDs eram itens indispensáveis. Todo mundo gostava de Caranberries e cantava Salvation e When You´re Gone  junto, mesmo não sabendo a letra.

Nessa época eu era estudante, no último ano de ensino médio, tentando entrar na universidade. Uma coisa boa da maratona de provas era que a oportunidade para viajar para Teresina com os amigos. A mãe do nosso amigo Carlinhos, tinha uma chácara, próxima a Teresina e sempre nos recebia muito bem, era como estar em casa.

Éramos colegas de classe e amigos inseparáveis, adorávamos pregar peças uns nos outros. Quando o ônibus parou, todos desceram na beira da estrada, e deixaram todas malas comigo. De proposito, peguei apenas a minha. Nunca vou esquecer do Jonas correndo a toda velocidade no meio da BR.  O motorista demorou um pouco a percebê-lo, mas ao final de tudo, a correria valeu a pena, todas as bagagens foram recuperadas e ficaram as risadas de toda que nos lembrávamos disso. 

 

sábado, junho 12, 2021

Os meus antepassados - Parte 1



Estou lendo uma trilogia fantástica do Italo Calvino chamada Os Nosso Antepassados. Composta pelos romances O Visconde Partido ao Meio, O Barão nas Árvores e O Cavaleiro Inexistente. Cada livro tem um protagonista bem peculiar e a escrita irônica e bem humorada do autor me inspirou a escrever sobre os meus antepassados. Resolvi começar por minha bisavó paterna. 

Não cheguei a conhecer Dona Francisca, mas ela é uma figura mítica na família. Sua personalidade forte e boa índole eram assuntos recorrentes nas histórias que meu avô contava sobre a sogra. Algumas eram tão inusitadas, que podiam facilmente pertencer ao universo fantástico de García Márquez.

Era uma mulher independente, que mesmo com sua pesada rotina pesada de mãe e dona de casa. Costurava, cultivava e vendia tabaco, verduras, galinhas. Tinha sempre sua renda extra, para não precisar depender financeiramente de ninguém.

Alguns diziam que ela tinha o coração pequeno, pois cabia pouca gente dentro dele. Sua afeição e carinhos eram para poucos, mas os felizardos em garantir esse cantinho eram tratados com deferência. Ela não escondia suas preferências.

Mas a sua característica mais marcante, era que nunca voltava atrás. Depois de tomar qualquer decisão, era caso encerrado. Logo após o casamento, meu bisavô gentilmente pediu que ela não o chamasse de Senhor, agora eles eram casados e podiam ser mais informais.

Isso a enfureceu a ponto de jurar não pronunciar nunca mais o nome do marido. E ela seguiu firme com essa promessa até o fim da vida. Cada vez que tinha que se referir a ele, mandava alguém chamá-lo: menino, chama teu avô ou menina, chama teu pai pra almoçar. Quanto a mim, eu reconheço que sou teimoso às vezes mas estou tentando melhorar.

 

terça-feira, abril 27, 2021

Breve e divertido

O Visconde Partido ao MeioO Visconde Partido ao Meio by Italo Calvino
My rating: 4 of 5 stars

O Visconde Partido ao Meio é o segundo livro do autor Italo Calvino, e o primeiro de uma trilogia fantástica chamada: Os Nossos Ancestrais. Nesse volume, o autor constrói uma uma fábula para contar a estória de um Medardo di Terralba, um visconde atingido que durante a guerra foi atingido por uma bala de canhão, e milagrosamente sobrevive, mesmo partido ao meio. Uma metade tende a ser má e impiedosa, enquanto a outra é boa e idealista.
Com essa premissa, o autor constrói uma interessante metáfora sobre a natureza humana. Livro breve, porém muito divertido. Vale muito a leitura.

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sábado, abril 17, 2021

Questão de Tempo

Publicado em 1940, O Deserto dos Tártaros do escritor italiano Dino Buzzati é uma obra-prima atemporal. Merecidamente um sucesso de público e crítica no mundo inteiro. Além disso, ainda foi considerado um dos melhores livros do século XX pelo jornal francês Le Monde. O livro conta a estória do tenente Giovanni Drogo, recém saído da academia militar, o jovem nutre muitas expectativas de fama e glória nessa carreira. Drogo é transferido para o Forte Bastiani. Um lugar remoto, onde ninguém sabe explicar ao certo sua localização. A fortificação vive sob a constante ameça de um ataque dos povos do norte. Após vários dias de viagem a cavalo, Drogo chega a um local decadente, onde planeja passar apenas quatro meses, porém sua estadia vai se prolongando dia após dia. A burocracia militar e uma série de imprevistos sempre o impedem de procurar outros destinos, outras missões. E tempo vai passando, a idade avançando sem que Drogo se dê conta disso. Buzzati se inspirou construiu um belo romance através de metaforas e alegorias sobre a solidão, a espera e principalmente nos fazendo pensar no quanto a vida é breve. E não temos tempo para disperdiçar.

sábado, setembro 17, 2011

Qualidade Argentina


Dirigido e escrito por Guillermo Grillo, diretor do curta “Bar de La Mala Noche”, Fantasma de Buenos Aires é um daqueles filmes em que você espera muita coisa, mas acaba te surpreendendo e conquistando sem esforço.

O longa argentino aposta na simplicidade nota-se claramente que o longa foi realizado com um orçamento baixíssimo. E o que lhe falta em recursos lhe sobra em criatividade, competência e muita qualidade técnica. Destaque para a edição, direção de arte e a fotografia impecáveis, aliados a uma deliciosa trilha sonora.

É difícil classificar a película em um único gênero. O roteiro eclético vai do terror ao humor, sem nunca perder o rumo e a essência. Além disso, ainda se intercalam duas histórias paralelas, separadas por séculos diferentes e que obviamente se cruzam. Esses excessos que poderiam estragar o desenvolvimento da estória, acabam por torná-la ainda mais interessante.

Fantasma conta a história de um grupo de amigos que tomados pelo tédio decidem jogar Ouija ou “jogo do copo” em que um espírito responde perguntas movimentando um copo em um tabuleiro. Mas a brincadeira acaba mal, o copo se espatifa no chão e o fantasma passa a assombrar a casa.

A partir daí nasce uma improvável amizade entre Tomás (o ótimo, Estanislao Silveyra) e o fantasma de Canaveri (Ivan Espeche), um boêmio assassinado na década de 20. Os dois fazem um pacto, a entidade lhe contará tudo que acontece no além-túmulo se ele lhe emprestar seu corpo por alguns dias para que ele resolva um assunto que ficou pendente.

Fantasma de Buenos Aires é uma grata surpresa do novo cinema argentino, que a cada ano se supera e supreende na qualidade de suas películas. Os hermanos têm muito a ensinar ao cinema brasileiro.

quarta-feira, junho 22, 2011

Simples e Apaixonante

Dirigido por Jean Becker (Conversas Com Meu Jardineiro) e baseado no romance “La Tête en Friche” de Marie-Sabine Roger. Minhas Tardes Com Margueritte é um daqueles filmes que qualquer elogio que se faça não é suficiente para descrevê-lo. Uma estória extremamente simples que traça uma delicada análise sobre a profundidade das relações humanas e que mostra como a amizade e o amor pela leitura podem mudar vidas e abrir horizontes.

A trama se concentra na estória de Germain (Gérard Depardieu, sempre ótimo), um feirante ignorante que todas as tardes durante a sua folga se senta no parque para comer um sanduiche e alimentar os pombos. Numa dessas tardes ele encontra Margueritte (Gisèle Casadesus), uma simpática senhora de 95 anos apaixonada por livros.

Desse improvável encontro de duas pessoas tão diferentes nasce uma bela amizade. Durante essas tardes tão mágicas, Marguerite lê clássicos da literatura como A Peste de Albert Camus e a troca de experiências e admiração mútua, que faz com que esses dois indivíduos repensem suas vidas tão solitárias.

Destaque também para o roteiro bem escrito, que mesmo permeado por flashbacks sobre a infância de German, que sem prejudicar a fluidez da trama, tornam o drama do personagem mais palatável. Minhas Tardes Com Margueritte conquista sem apelar para os clichês ou sentimentalismo; e o melhor, sem nunca cair na pieguice, o que é bastante raro no cinema atual. Curto, intenso, poético, simples e delicioso, um filme que merece ser apreciado.

Clique Aqui Para Assistir Ao Trailer.

sábado, junho 11, 2011

Em Busca Da Verdade

Baseado no Best-Seller de Tatyane de Rosnay, que já vendeu mais de 400 mil exemplares ao redor do planeta, A Chave de Sarah é uma das boas surpresas do cinema francês deste ano O enredo se passa em 1942, período do holocausto, numa Paris ocupada pelos nazistas.Esse triste episódio ficou conhecido como “a concentração do Vel’ d’Hiv”, onde 13 mil judeus foram detidos pela polícia francesa e ficaram confinados em um velódromo.

E é aqui que começa o drama de Sarah, a garota tem a casa invadida pelos oficiais e na tentativa de salvar o irmão menor, esconde o garoto em uma porta secreta na parede. Ela promete voltar logo e fica com a chave do cômodo. Mas ela não esperava ser arrancada de casa junto com os pais e levada para o velódromo junto com os outros judeus. A partir daí, Sarah só tem um pensamento, escapar e salvar o irmão.

Então a história muda de rumo e mostra Julia (Kristin Scott Thomas), uma jornalista americana que vive Paris e está incumbida de fazer uma pesquisa sobre o incidente de Vel’ d’Hiv, para lembrar ao público os 60 anos do triste acontecimento. Durante a pesquisa Júlia descobre uma ligação entre uma família judia e o apartamento que pertence à família de seu marido, e não demora pra que ela descubra a trágica história de Sarah.

Com uma edição bastante eficiente a narrativa vai alinhavando o passado com o presente, seguindo a mesma estrutura do livro, como se fossem capítulos que se alternam. O roteiro cheio de surpresas e reviravoltas instiga o interesse do espectador nessa apaixonada busca pela verdade. A Chave de Sara é uma história incrível que entretém e nos faz refletir.

Clique aqui para assistir ao trailer (legendado em inglês).

segunda-feira, junho 06, 2011

Um Filme Delicioso


Estômago, filme de estreia do diretor curitibano Marcos Jorge têm todos os ingredientes, que com o perdão do trocadilho, deixam o filme delicioso. Começando pela interessante estrutura do roteiro que domina a atenção logo nos primeiros minutos e vai deixando o espectador intrigado no decorrer da fita.

Uma parte o roteiro conta como Raimundo Nonato (João Miguel, excelente) chegou a São Paulo, sendo explorado por não ter um lugar pra ir e é obrigado a trabalhar em um bar fritando coxinhas. Não custa muito para que seus talentos culinários sejam notados e o retirante é convidado para trabalhar em um restaurante italiano e acaba aprendendo os segredos da culinária.

Paralelamente na outra parte, que vai se intercalando com a primeira, o protagonista está atrás das grades, transformando com ingredientes simples a comida cheia de vermes em algo delicioso. E com isso ganha respeito e admiração dos outros presos, garantido sua sobrevivência em meio a tanta hostilidade.

E o filme somente melhora até chegar a um clímax surpreendente. Elenco impecável, humor inteligente, crítica social, gastronomia, todos esses ingredientes dão o tom dessa agradável mistura. Estômago é uma grata surpresa do cinema brasileiro e merece ser apreciado sem moderação.

Clique Aqui Para Assistir o Trailer

sábado, novembro 20, 2010

Leitura Emocionante

Falar sobre Pequena Abelha de Chris Cleave é complicado. Não há como contar detalhes sobre o livro sem estragar a surpresa do leitor. Por isso, vou tentar me abster apenas a descrição na contra-capa do livro, quanto menos se souber melhor. Nada como uma boa surpresa pra aguçar a curiosidade.

E como a sinopse do livro conta não dá pra terminar de ler e não querer falar sobre ele. A trama é bem amarrada, cheia de surpresas que são reveladas à conta gotas no decorrer das páginas; e de uma linguagem simples, carregada de sensibilidade, de uma realidade desconcertante.

Sarah, uma jornalista britânica e Pequena Abelha, uma refugiada nigeriana. Mulheres tão diferentes, que um dia essas duas mulheres que se encontram em um dia fatídico. Uma delas tem que tomar uma decisão difícil, que pode salvar a vida da outra. Somente na metade do livro se sabe o que realmente acontece.

Então dois anos depois elas se reencontram. As protagonistas Sarah e Pequena Abelha se revezam entre os capítulos narrando os acontecimentos, suas vidas, enfim, cada uma com sua maneira de lidar com a dor da perda e as injustiças do mundo.

Enfim, não há como não se encantar com a beleza do texto, um convite à reflexão do mundo atual. Amor, amizade, confiança e esperança e muitos outros sentimentos se misturam nessa estória poderosa. O livro deve ganhar as telas do cinema em breve, já que os direitos foram comprados pela atriz Nicole Kidman.


Clique aqui para ler o primeiro capítulo.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Uma Amizade Diferente

Quem já trocou correspondências com amigos virtuais ou não, sabe o quão deliciosa é essa intimidade o ato de trocar confidências, desabafar, falar sobre a vida, ou simplesmente contar as novidades a alguém através de uma carta.

Além disso, quem costumava fazer isso, sabia o quanto é angustiante esperar pela resposta do destinatário. Em tempos de internet em que nos comunicamos com rapidez e instantaneidade através do e-mail, redes sociais ou do Messenger, esse costume vem sendo deixado de lado, mas para algumas pessoas nunca será extinto.

Mary e Max – Uma Amizade Diferente é uma animação em stop-motion (aquela com bonecos de massinha) feita para adultos. Começando pelas cores, ou melhor, a quase ausência delas, talvez para deixar a solidão dos personagens ainda mais palpável. Mary (Tony Collette) é uma garota de 8 anos que vive na Austrália, além de não ter amigos, os pais não lhe dão muita atenção. A mãe é viciada em xerez e vive bêbada, e o pai trancado no quartinho empalhando aves mortas.

Max (Philip Seymor Hoffman) é um homem de 44 anos, vive em Nova York, é obeso, viciado em chocolate, também solitário e portador da Síndrome de Asperger que quase não lhe permite interagir com outras pessoas, além de não tolerar mudanças em sua rotina. Ele vive rodeado de animais como um peixe, um papagaio e um gato de um olho só.

Um dia Mary vai ao correio com sua mãe e encontra um catalogo de endereços de Nova York, e ao acaso encontra o endereço de Max, e escreve para ele perguntando como os bebês são feitos na América. Já que na Austrália eles nascem do fundo de uma caneca de cerveja. A partir daí duas pessoas que nunca tinha encontrado uma amizade passam a compartilhar pequenas coisas durante uma década.

O diretor opta por uma narrativa divida em blocos, quase sem diálogo, mas com uma narração eficiente que nos conduz durante todo o filme. Através de muitas reflexões sobre como as coisas simples da vida podem ser extraordinárias, Além de várias referências divertidas aos anos 80, que vão desde de Salve Ferris (Curtindo a Vida Adoidado) a títulos de livros de auto-ajuda. Tudo permeado por um humor sutil, que nos lembra de não levar a vida tão a sério em alguns momentos.

A amizade é o bem mais precioso que existe. Não importa o quão diferente duas pessoas sejam, quando há uma amizade verdadeira, essas pessoas são unidas pelo coração. E que ter amigos verdadeiros, mesmo a distância, é uma dádiva de Deus. É essa a mensagem que fica ao ser assistir Mary e Max – Uma Amizade Diferente.

Clique aqui para assistir ao trailer.

domingo, janeiro 03, 2010

Uma Experiência Interessante


Avatar marca o retorno de James Cameron, após um hiato de 12 anos depois do mega sucesso de Titanic. O cineasta apesar de não lançar nenhum filme, esteve esse tempo todo ocupado com o desenvolvimento de uma tecnologia que permitisse a realização desse ambicioso projeto. A Weta, empresa de Peter Jackson, responsável pelos efeitos da trilogia O Senhor dos Anéis, foi uma das principais parceiras da empreitada. Especialistas dizem que o projeto custou em torno de 600 Milhões de Dólares, mas o diretor nega essa quantia. Orçamento a parte, o resultado tem sido animador, somente nos EUA, o filme arrecadou 300 Milhões em apenas 15 dias de exibição. E uma continuação não deve demorar, já que há muito a ser explorado.

O resultado final do planeta Pandora (local onde se passa a ação) e do movimento dos personagens impressiona pela beleza visual e riqueza de detalhes. Plantas com um aspecto fosforescente e animais parecem ter sido desenvolvidas por cientistas. E claro seus habitantes os Na´Vi, criaturas azuis, que parecem uma mistura de humanos gigantes com felinos. A trama deixa alguns detalhes em aberto, o ano em que se passa a estória não é mencionado e pelo que se sabe a Terra teve seus recursos esgotados.

E é neste planeta explorado pelos terráqueos, que desperta Jake Sully (o ótimo Sam Worthington), um fuzileiro naval paraplégico, que veio substituir o irmão gêmeo morto em um projeto chamado Avatar. Onde se utiliza uma mistura entre o DNA humano e do povo Na´Vi para criar um ser que possa interagir com os nativos e estudá-los com precisão. Mas o ser humano com sua imensa ganância está mesmo é interessado em explorar um precioso mineral encontrado no planeta, nem que para isso tenha que destruir todo o planeta e seus habitantes. Avatar é mais que um filme, é uma experiência de imersão em um mundo novo e selvagem, realçado pela tecnologia 3D, que dá uma profundidade aos cenários e um realismo impressionante a personagens, animais e plantas que quase podem ser tocados.

Essa tecnologia vem crescendo rapidamente, o número de lançamentos e relançamentos cresce a cada ano e as salas de cinema estão se adaptando ao formato. Essa parece ser a saída encontrada pela indústria cinematográfica para atrair o público para ver os filmes na tela grande em tempos de pirataria e downloads ilegais. O único ponto fraco dessa tecnologia são os óculos são extremamente desconfortáveis, especialmente para quem já usa óculos. Mas isso deve ser resolvido em breve.

sexta-feira, agosto 07, 2009

O Retorno

Dirigido por Anne Fletcher (Vestida pra casar), A Proposta marca o retorno de Sandra Bullock às comedias românticas. Afastada das telas desde o fiasco de Miss Simpatia 2. A atriz parece ter feito as pazes com o sucesso, pois somente no seu primeiro fim de semana, arrecadou 34 Milhões de dólares. A maior abertura de sua carreira até agora.

A Proposta conta a estória de Margareth (Sandra Bullock), uma executiva impiedosa, um verdadeiro terror para os subordinados. Quando abre a porta do elevador e ela aparece, esses vão dando um jeito de sumir do seu ângulo de visão. A comparação com O Diabo Veste Prada é inevitável, mas ao invés de uma revista, o filme se passa em uma editora de livros.

Quem mais sofre em suas unhas é Andrew (Ryan Reynolds), seu secretário pessoal, que praticamente vive para o trabalho e não tem tempo para mais nada. Durante uma reunião Margareth descobre que seu visto expirou (ela é Canadense) e para não ser deportada, sua única saída é convencer Andrew a casar com ela. Em troca ela terá uma promoção e a publicação de seu livro. Margareth então cai de pára-quedas na vida de Andrew que a leva pra conhecer sua família

A Proposta é uma comédia acima da média. A primeira metade do roteiro consegue arrancar boas risadas, com suas situação inusitadas, envolvendo na maior parte a família do noivo. Já a segunda metade se rende à velha forma água com açúcar de 99% das comédias românticas, o que não a deixa menos divertida, apenas um tanto previsível. E Sandra Bullock com seus 45 anos está mais linda que nunca. Arriscando até mostrar o corpo escultural numa cena, digamos assim, mais ousada. Não é pra qualquer uma.

Clique aqui para assistir ao trailer (legendado)

quinta-feira, maio 14, 2009

As Origens de um Herói


Wolverine sempre foi o personagem mais popular da equipe X-Men, mesmo com seu jeito bronco e irônico de ser, sem falar no carisma de Hugh Jackman que encarna tão bem o personagem no cinema. Então, como a franquia parece ter terminando (pelo menos por enquanto) no cinema com o fraco X-Men - O Confronto Final, o estúdio agora aposta em prequels ou filmes de origens mostram o que aconteceu antes dos outros filmes da série e inclusive mostra alguns personagens na adolescência.

Dirigido pelo Sul Africano Gavin Hood, o filme inicia em 1845 no Canadá, mostrando rapidamente a infância do personagem que se chama James Logan (Troye Sivan) e a tragédia familiar contribuiu para moldar a personalidade do herói. Também somos apresentados a Victor Creed (Michael-James Olsen), seu amigo de infância que também possui poderes mutantes então com o passar do tempo, eles enfrentam juntos a Primeira Guerra Mundial, dentre outras guerras que são apresentados durante os créditos.

Recrutado pelo General William Striker (Danny Huston) ele passa a integrar um grupo paramilitar formado por outros mutantes, dentre eles Victor (Liev Schreiber) que realizam massacres mundo a fora, então cansado de tantos conflitos. Logan (Hugh Jackman) passa a viver isolado nas montanhas canadenses ao lado de Kayla (Lynn Collins), trabalhando como lenhador. Mas a tanquilidade dura pouco, pois Victor volta para tirar o herói do exílio e esses eventos fazem com que ele se submeta aos testes com um metal raro chamado adamantinum e passe a responder pela alcunha de Wolverine.

O filme é muito divertido, possui bons efeitos especiais e as cenas de ação empolgam, apesar da violência discreta, isso tudo porá não ter uma censura muito alta. Uma cópia incompleta, sem os efeitos terminados vazou na internet algumas semanas antes do lançamento e o fato rendeu numa série de investigações, mesmo assim não parece ter atrapalhado o desempenho do filme nas bilheterias que somente no primeiro fim de semana rendeu mais de 87 Milhões de Doláres.

A rentável bilheteria já garantiu que teremos mais um filme com Wolverine em breve e, além disso, estão previstos para os próximos anos mais dois longas de origens um com Magneto e outro com o mercenário falador Deadpool, interpretado por Ryan Reynolds. Fique atento, pois ao final dos créditos (se você tiver paciência) há uma curtíssima cena surpresa que pode ser sobre Deadpool ou sobre a continuação de Wolverine.

quinta-feira, abril 30, 2009

Um Vencedor

Quem quer ser um milionário? é um filme vencedor em todos os sentidos, não só pelos prêmios conquistados absolutamente merecidos. Quem imaginaria que um filme em parte financiado pela Inglaterra, totalmente rodado na Índia, sem nenhum astro, com um orçamento modesto faria tanto barulho e abocanharia 8 Oscars, dentre esses os mais importantes da noite: Melhor Filme e Melhor Diretor, Fotografia. O motivo é muito simples que agrada todos os tipos de público, além de conciliar drama, entretenimento, crítica social e muita qualidade técnica.

Baseado no livro Sua Resposta Vale Um Bilhão do indiano Vikas Swarup e dirigido pelo Inglês Danny Boyle, conhecidos por outros filmes pequenos, porém excelentes como Trainspotting - Sem Limites e Cova Rasa. Jamal (Dev Patel), ele ganhou o programa de TV que dá nome ao filme, então ele é preso sob acusação de fraudar o programa e brutalmente torturado sob alegação de que um favelado não se torna um milionário da noite para o dia, afinal trata-se de um país extremamente preconceituoso.

Então através de ângulos ousados e cortes súbitos somos apresentados através de flashbacks conhecemos sua estória e outras coisas fundamentais para compreender porque ele ganhou o prêmio. A ação se inicia ao mostrar a infância sofrida nas favelas de Mumbai (antiga Bombaim) ao lado do irmão Salim e vai até os dias atuais.

Após verem a Mãe ser assinada por uma gangue de fanáticos religiosos, os dois fogem. E durante a jornada encontram exploradores de crianças, mafiosos, tragédias, traições, paixão. Tudo isso misturado com tensão, humor e uma trilha sonora deliciosa e um ápice que com muita música e dança homenageia a Bollywood, a indústria de cinema indiana. Sem dúvida, um dos melhores filmes do ano.

Clique aqui para assistir ao trailer. (Legendado)

Clique aqui e assista a um clipe da canção vencedora do Oscar: Jai Ho.

quarta-feira, abril 15, 2009

Profecias Numéricas

Dirigido por Alex Proyas, longe das telas desde que dirigiu Eu, Robô. Presságio é mais um filme catástrofe, com bons efeitos especiais, uma trama calcada na ciência, na numerologia e com uma boa ajuda do sobrenatural. A trama começa em 1959, quando as crianças de uma escola recém inaugurada fazem desenhos de como eles vêem o futuro para serem colocados numa cápsula do tempo, que será aberta após 50 anos. Costume muito popular entre os americanos.

Lucinda Embry (Lara Robinson), uma garotinha introvertida e estranha que ouve sussuros o tempo todo. Ao invés de desenhos a garota põe no papel uma sequência de números, aparentemente aleatórios. 50 anos depois, o pequeno Caleb (Chandler Canterbury), que estuda na mesma escola acaba recebendo a mensagem numérica quando a cápsula é aberta. O pai, que é professor de astrofísica John Koestler (Nicolas Cage) acaba encontrando o papel e tenta decifrar a mensagem.

Ele então percebe, que os números são profecias, com datas de grandes desastres que já aconteceram como o ataque terrorista ao World Trade Center e a Tsunami na Indonésia, incluindo até o número de vitimas de cada uma das tragédias. E como já era esperado, a sequência numérica aponta pra novos desastres que estão por vir e cabe a John tentar descobrir onde ocorrerão e avisar a população do perigo eminente.

Presságio é um filme eficiente, conta com bons efeitos especiais e a trama equilibrada entre suspense e ficção cientifica consegue manter o espectador apreensivo e envolvido até seus minutos finais. Destaque também para a eficiente trilha sonora de Marco Beltrami que contribui muito para esse envolvimento.

terça-feira, março 24, 2009

Cinco DVD´s Imperdíveis

Com tantas novidades chegando as locadoras, estou destacando cinco lançamentos imperdíveis que podem salvar o seu fim de semana ou feriado do tédio. Lembrando que não é um ranking, são apenas dicas e clicando nos títulos vocês poderão assistir aos trailer (a maioria legendados). Espero que gostem e bons filmes.
Vicky Cristina Barcelona – Nova e deliciosa comédia européia de Woody Allen, depois de Londres, o diretor muda de ares novamente e vai a Barcelona. A estória gira em torno de duas amigas americanas, a conservadora Vicky (Rebecca Hall) e a atirada Cristina (Scarlett Johansson, a musa do cineasta).
As duas vão a Barcelona passar as férias de verão e acabam se envolvendo com o artista plástico Juan Antonio (Javier Barden), o que elas não contavam é que a problemática e insana ex mulher Maria Helena (Penelope Cruz, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel), não está preparada para desistir do ex-marido. Destaque para as belas paisagens da capital Espanhola e para a maravilhosa trilha composta por música flamenca.

A Duquesa – Baseada em uma estória real passada no século 18, essa caprichada produção inglesa a vida de Georgiana Spencer (Keira Knightley) - a Duquesa de Devonshire, ela aceita a proposta de casamento do Duque (Ralph Fieness) sem conhecê-lo muito bem. Após o casamento, o marido revela-se frio e distante. Dando mais atenção aos cães que a própria esposa. O único objetivo é que a Duquesa lhe dê um herdeiro masculino, nem que seja a força. A partir daí vão surgindo as tradicionais traições e desilusões de um bom drama de época. Giorgiana era parenta direta de Lady Diana, que assim como a antepassada era amada pela sociedade e odiada pelo marido. Destaque para os extras, dentre eles um extenso Making Of e documentários sobre a personagem e sobre os figurinos, ganhadores do Oscar deste ano.

The Fall – Dublê de Anjo – Ignore e não se engane com o ridículo e sem sentido título nacional de The Fall, ou A Queda em uma livre tradução. Dirigido, roteirizado e produzido pelo indiano Tarsem, diretor de vídeo clipes que já havia dirigido o também surreal A Cela. Essa fantasia com um visual deslumbrante filmada em 18 países. A produção independente teve o aval de diretores de peso como David Fincher e Spike Jonze e conta de Alexandria (Catinca Untaru), uma garotinha internada em um hospital que faz amizade com Roy (Lee Pace, da série recém cancelada Pushing Daisies), um paciente acidentado que encontra-se imobilizado. Ele lhe conta uma história sobre um fora da lei mascarado e faz com que a imaginação da garota ganhe asas e passeie por terras distantes e diferentes dominadas pelo Governador Odioso.

O Inquilino – Baseado no mesmo livro que Alfred Hitchcock se baseou para filmar o clássico O Locatário, este modesto e eficiente suspense conta a estória de um detetive de West Hollywood (Alfred Molina), ele investiga um serial killer que tem assasinado prostitutas. As investigações indicam que o matador tem imitado os crimes do século 19, cometidos por Jack, O Estripador, além disso acompanhamos a estória de uma dona de casa (Hope Davis) que aluga a casa nos fundos de sua propriedade para um escritor. O filme tem um clima contagiante, que desperta a atenção e faz o espectador pensar e achar que sabe como o filme vai acabar, mas o final surpreende.

Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada – Outra vítima inocente dos bizarros títulos nacionais, essa simpática comédia romântica estrelada por Steve Carrel, em um papel mais sério. Ele vive Dan Burns, um viúvo pai de três filhas que escreve uma coluna sobre comportamento para um jornal. Durante uma reunião de família em sua cidade natal, ele conhece e se apaixona Marie (a bela Juliette Binoche) durante um encontro causal em uma livraria, mais tarde ele descobre que ela é namorada do Irmão (Dane Cook). Leve e divertido, é uma boa opção pra quem gosta de uma boa comédia romântica.

sábado, fevereiro 28, 2009

Who Watch The Watchmen?

Baseado na Graphic Novel Watchmen, dividida em 12 edições e lançada em 1987 escrita por Alan Moore e ilustrada por David Gibbons. Desacreditada pela editora DC Comics na época, a série surpreendeu, tornou-se Cult e até hoje conquista novos admiradores. A direção da adapatação dos quadrinhos para o cinema deu-se pelas mãos do Zack Snyder, fã confesso, que tinha adaptado com sucesso “300” de Frank Miller.
O projeto rodava por Hollywood desde os anos 90 e quase saiu do papel pelas mãos de Paul Greengras. E recentemente a produção correu o risco de não estrear, pois a Fox se dizia dona dos direitos e exigia uma participação nos lucros, depois de muita especulação, um acordo foi feito entre os dois estúdios.

Muitos julgavam a obra impossível de ser adaptada para as telas devido a complexidade da estória e o conteúdo adulto da revista (violência, nudez e sexo). Mas o diretor provou não só que é possível, como entregou uma adaptação extremamente fiel, ousada e violenta. Apenas com uma leve alteração do final, o que deve desagradar os fãs mais conservadores, mas a mensagem foi mantida. E é isso que realmente importa.

A estória se passa em meados da década de 80, os EUA vivem numa espécie de realidade alternativa, em meio a Guerra Fria, a tensão de um ataque nuclear da União Soviética é constante; e Richard Nixon é eleito o presidente da nação pela terceira vez consecutiva. Em meio aos conflitos presenciamos o violento assassinato de Edward Blake (Jeffrey Dean Morgan), mais conhecido por Comediante. Blake era um dos Minutemen, um grupo de pessoas comuns que combatiam o crime fantasiadas e que foi formado nos anos 40.

A segunda geração desses combatentes foi batizada de Watchmen e atuou nas ruas até 1977, quando foi criada a lei Keene, que tornava ilegal a atividade de justiceiros mascarados. O assasinato do Comediante faz com que os componentes tirem suas fantasias do armário e voltem a se reunir e descobrir quem está por trás do crime.

A equipe é formada por Dr. Manhattan (Billy Crudup), o único do grupo que tem poderes, pois foi vítima de um acidente nuclear e se tornou azul, luminoso e além disso anda completamente nu. Coruja (Patrick Wilson), um inventor e de Laurie (Malin Akerman), filha de Sally Jupiter (Carla Gugino), uma das antigas componentes do Minutemen. Já Rorschach (Jackie Earle Haley), é uma espécie de detetive, violento e linha dura, usa uma mascara com manchas independentes que se movem e com certeza é o personagens mais fascinante da obra e Ozymandias (Matthew Goode), o homem mais inteligente do mundo.

Um dos aspectos mais fascinantes de Watchmen é a complexidade dos personagens, que são Anti-Heróis, cada um deles tem seus defeitos, e esses são esmiuçados através de flashbacks, apesar de tudo são apenas humanos fantasiados. O excesso de diálogos e a longa duração (2h e 40 min.), pode decepcionar aos que não são habituados a ler quadrinhos, principalmente os que buscam as adaptações cheias de ação com muitos efeitos especiais, aos quais o grande público está acostumado.

A versão do Diretor que será lançada em DVD ainda contará com mais de uma hora de cenas inéditas, e deverá englobar pequenas sub tramas que ficaram fora da adaptação. Além disso, em abril será lançado em DVD, o longa animado Contos do Cargueiro Negro, uma HQ que é lida pelos personagens.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

De Encher Os Olhos


Dirigido por Henry Sellick, diretor do cultuado O Estranho Mundo de Jack (1993), Coraline e o Mundo Secreto é uma adaptação para as telas do romance juvenil homônimo escrito por Neil Gaiman. Todo produzido em stop motion, ou seja, os bonecos são animados de forma artesanal quadro a quadro, o filme demorou dois anos para ser produzido e o resultado impressiona e enche os olhos dos espectadores de todas as idades.

A animação conta a estória de Coraline (nunca a chame de Caroline), ela acaba de se mudar com os pais para o Condomínio Mansão Rosa, como é filha única, ela tenta chamar a atenção dos pais a todo momento, mas estes só ligam para o trabalho. Então, por sugestão do Pai, ela passa a explorar todos os cômodos da casa que tem mais de 100 anos e visitar os excêntricos vizinhos: Spink e Forcible, duas velhas atrizes de teatro aposentadas que moram abaixo, seus três cachorros e o Senhor Bobinsky, que mora no andar de cima, um artista circense que treina camundongos saltitantes. Ela também conhece Wybie, um garoto da sua idade, neto da dona da casa e um estranho gato preto.

Em uma de suas explorações ela descobre por trás do papel de parede uma pequena porta com fechadura, mas ao abri-la não há nada, apenas tijolos. Mas quando seu amigo a presenteia com uma boneca que parece muito com ela, a portinhola se abre e a leva uma espécie de realidade alternativa, onde tudo é igual à sua casa, mas sem as chateações do mundo onde vive. Há outra Mãe e outro Pai que fazem todas as suas vontades, mas com um detalhe curioso, eles têm botões no lugar dos olhos.

Caroline lembra bastante o ótimo A Noiva Cadáver de Tim Burton e o clássico Alice no País das Maravilhas, inclusive traz vários trechos que parecem homenagear o livro de Lewis Carol, tais como um mondo paralelo mágico, aparentemente agradável, mas cheio de perigos com uma rainha malvada, dentre outras referências. O visual sombrio e alguns momentos mais assustadores e cheios de suspense podem assustar os mais novinhos, mas não há dúvidas que o longa agrada tanto a crianças como adultos.

Grandioso


Dirigido pelo australiano Baz Luhrmann realizador de pérolas como Mouling Rouge e a versão moderna de Romeu e Julieta. Estrelado pelos também australianos Nicole Kidman e Hugh Jackman, Austrália é um belo filme, repleto de paisagens belíssimas, grandioso em todos os sentidos, a fita segue a cartilha estética das antigas grandes produções como “E o Vento Levou” de 1939, não por acaso o filme também se passa nesse ano.

Com um orçamento gigantesco de quase 150 Milhões, um roteiro que enfoca conflitos rurais e guerra, longas filmagens (nove meses), além da grande duração (165 Min.), mas com uma diferença sem os cenários gigantescos de encher os olhos que são substituídos pela eficiente computação gráfica, os americanos não entraram no clima e o longa foi um dos grandes fracassos financeiros da temporada.

O filme é narrado por Nullah (o estreante Brandon Walters), um garoto aborígene que conta a estória de Lady Ashley, uma Nicole Kidman, um tanto caricata mas que vai melhorando com o desenrolar da estória. Ela interpreta uma aristocrata inglesa que vai ao encontro do marido no norte da Austrália, mas ao chegar descobre que ele foi assassinado. E acaba herdando a fazenda falida e duas mil cabeças de gado que precisam ser vendidas. Pra não perder a fazenda, ela recorre ao rude Capataz (Hugh Jackman, fazendo a mulherada suspirar), não preciso dizer que após a antipátia inicial surge um romance.

Austrália é uma boa pedida pra quem gosta de um épico bem realizado, que mistura romance, drama, guerra e um pouco de comédia. Além disso, pode-se aprender um pouco mais da cultura do país dos cangurus. O filme também aborda o misticismo do povo aborígene e o famoso caso das Gerações Perdidas, em que os garotos eram arrancados das tribos para serem “educados e civilizados” pela igreja. O longa teve apenas uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Figurino, mas Hugh Jackman será o apresentado da cerimônia esse ano.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Excelente

Baseado em um conto do escritor norte americano F. Scott Fitzgerald, escrito em 1922 e dirigido por David Fincher, em sua terceira colaboração com Brad Pitt, ele já o havia dirigido nos controversos Seven - Os Sete Crimes Capitais (1995) e Clube da Luta (1997). O Curioso Caso de Benjamim Button é o campeão de indicação ao Oscar deste ano, merecidamente indicado a 13 categorias. que vão desde as mais principais como: Melhor Filme, Ator, Diretor, Atriz Coadjuvante, Roteiro Adaptado até as técnicas como: Maquiagem, Fotografia, Montagem, Efeitos Sonoros e Efeitos Visuais, dentre outras.

O filme narra em tom de fábula o nascimento incomum do personagem durante o final da Primeira Guerra Mundial, em 11 de novembro de 1918. Ele nasce com à beira da morte com a aparência de velho, perde a Mãe no parto e o Pai, Thomas Button (Jason Flemyng), assustado com a aparência do filho, deixa o bebê na porta de um asilo. Logo o bebê é acolhido por Queenie (Taraji P. Henson, indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante), o mais curioso é que o personagem possui todas as limitações da velhice e vai rejuvenescendo com o passar dos anos, uma inversão do ciclo da vida.

O espectador acompanha o desenrolar da estória através da leitura do diário do protagonista por Caroline (Julia Ormond), filha de Daisy (a sempre ótima Cate Blanchett) grande amor do protagonista. Ela lê para a Mãe que se encontra no leito de morte. Dessa forma ela relembra os acontecimentos vividos ao lado de Benjamim (Brad Pitt, indicado ao Oscar de Melhor Ator), enquanto isso o Furacão Katrina ameaça destruir Nova Orleans. O que dá um pouco mais de realidade ao roteiro que também tem outro fato histórico pontuando seu início.

Alguns expectadores podem compará-lo a Forest Gump, apesar de serem estórias totalmente distintos, tem pontos em comum como o mesmo roteirista, Eric Roth, e uma estrutura semelhante, que dosa harmoniosamente drama, humor e aventura. O Curioso Caso de Benjamim Button é um filme belíssimo, marcado por excelentes atuações, caprichados efeitos especiais e de maquiagem, bela fotografia, trilha sonora envolvente e nem mesmo a longa duração (166 Minutos) cansa o expectador, o envolvimento é tão grande que os minutos passam voando.

Incrível como algumas músicas desencadeiam lembranças guardadas bem no fundo do inconsciente. O disco “To The Faithfull Departed” dos Cranbe...